Quem gosta de pescar na companhia dos amigos sabe que além da expectativa de levar um exemplar para casa, todo o 'ritual' envolve muita brincadeira sobre as habilidades alheias e aquela disputa de quem pega mais quantidade ou os maiores peixes.
Às margens do lago do Parque Antenor Martins, em Dourados, muita gente aproveitou essa quinta-feira, dia 02, para tentar fisgar um exemplar entre as três toneladas de Pacu, Tambaqui, Curimba e Carpas soltas para a 2ª Festa da Páscoa.
Éder Vargas Bogarin, 58 anos, é construtor e foi com um grupo de amigos. Ele chegou às 4h, mas como o parque só abriu às 7h30, foi nesse horário que o primeiro Pacu foi fisgado pela vara que ele colocou.
"O peixe é meu, mas quem pegou foi meu neto", disse Éder, sobre o companheiro de pescaria de 17 anos. Ele usou uma isca de massa com coração. "Bom é carne, carne assada, só que carne assada está difícil, né?!", relatou.
Ostentando o exemplar que fisgou, Éder passou a 'tirar sarro' dos amigos que foram com ele e não tinham conseguido a mesma sorte. A atitude, no entanto, lhe rendeu o apelido de "Zóio de Banha", termo usado para se referir a quem 'agoura' o divertimento de outros.
"Eles erraram as pescarias deles ali. O guri pegou um, o filho do rapaz ali, deixou escapar. O outro deixou escapar. O outro travou o molinete, foi tirar, não conseguiu tirar. Só eu consegui tirar o meu, por isso que eles estão bravos comigo", contou em tom de brincadeira.
Éder Vargas Bogarin 'ostenta' o primeiro Pacu fisgado no lago do Parque Antenor Martins. - Foto: Clara Medeiros / Dourados News.
Edson Ribeiro Aguilera, 67 anos, estava no mesmo grupo do Éder. O pintor se autointitula 'pescador de Pacu'. Como fez uma cirurgia cardíaca recente, ele aproveitou para ficar debaixo da árvore, curtindo o tempo fresco e contando com a ajuda dos amigos para pescar.
Como sua isca não havia sido fisgada, o jeito era contar uma história de pescador para justificar o 'não feito'. "São as capivaras e os patos que não estão deixando", disse brincando sobre a presença dos animais que moram no parque.
Em seguida, disse que como as capivaras estavam do outro lado, decidiu fazer mais uma tentativa com uma salsicha de isca, na esperança de um Pacu de três a quatro quilos, para comer acompanhado de uma mandioca. "Paraguaio gosta de mandioca, se não tiver mandioca, aí não vai estar bom", relatou.
Edson Ribeiro Aguilera, aproveitou para curtir o dia ao lado dos amigos em pescaria no lago do parque. Foto: Clara Medeiros / Dourados News
Como cada um tem um gosto, o aposentado Santiago Augusto Lima dos Santos, de 52 anos, prefere feito de outra forma. "Bem fritinho, pururuca, fica bom, hein?", conta tentando levar um exemplar para casa para fazer o preparo.
Quando conversou com a equipe do Dourados News, ele ainda não tinha fisgado um exemplar, mas nada de perder as esperanças. "Uma hora vai vir, estou confiante, vai dar certo", conta ele, que é pescador experiente, seja de lago ou de rio.
Nesta quinta-feira, a pescaria foi prioritária para idosos e pessoas com deficiência. A partir de sexta-feira, dia 03, até domingo, dia 05, será aberta para todos os públicos, das 7h30 às 17h.
Santiago Augusto Lima dos Santos é pescador experiente e aproveitou a abertura da pesca na Festa da Páscoa. - Foto: Clara Medeiros / Dourados News
VENDA DE PEIXES
Para quem não é habilidoso na pescaria e prefere comprar o peixe pronto, uma alternativa é buscar pelos congelados vendidos pela Apraf (Associação dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar) que reúne 28 piscicultores do Guassuzinho e distritos da região.
Segundo presidente da Apraf, Cleyton Marcelino Teixeira de Souza, os exemplares foram processados na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e são vendidos até domingo, das 7h30 às 19h na Festa da Páscoa. A entidade preparou três toneladas de peixes para o evento, mas tem mais ponto para abate se a demanda aumentar.
É um produto que está fresco, não é um produto velho congelado, é um produto que foi abatido está com dois, três dias, e dentro dos padrões que exigem as normas.
Os exemplares são vendidos a R$ 25 o quilo. "Está um preço bom porque temos peixes aqui de 1,8 kg até 3 kg. Então o consumidor, ele tem essa opção de escolher o tamanho e a gente tem a paciência de mostrar ao peixe para o consumidor, ele escolher, ele ter o prazer de pegar o peixe e pegar o que ele quer para a casa dele", finalizou.
Presidente da Apraf, Cleyton Marcelino Teixeira de Souza, mostra os peixes congelados disponíveis na Festa. - Foto: Clara Medeiros / Dourados News
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Centenas de pessoas se reuniram para pescar no primeiro dia liberado na Festa da Páscoa - Crédito: Clara Medeiros / Dourados News