A XI Turma do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) apresenta a comédia “Viúva, porém honesta”, de Nelson Rodrigues, no Núcleo de Artes Cênicas, localizado na Unidade 2 (Cidade Universitária) da universidade. O espetáculo, que será encenado entre os dias 22 e 25 de junho, é resultado de um ano de pesquisa nas disciplinas de Encenação I e II da graduação.
A entrada será gratuita e aberta a toda a comunidade douradense.
A história gira em torno da família Albuquerque Guimarães e sua mania por especialistas. JB de Albuquerque Guimarães é o diretor do jornal A Marreta e, apesar de nomear ministro pelo telefone, não consegue lidar com a viuvez de sua única filha, Ivonete, que depois da morte do marido resolve virar uma mulher “honesta” e manter-se fiel à memória do morto. Preocupado, o pai da jovem convoca conceituados especialistas para solucionar o problema.
O texto, apesar de ter sido escrito em 1957, permanece atual e retrata, de forma cômica, a hipocrisia da sociedade ao discutir questões como a família, a imprensa, a política, a arte e as falsas moralidades por trás dessas instituições. Nelson Rodrigues classifica seu texto como uma farsa irresponsável e apresenta personagens tão corruptos quanto carismáticos, que continuamente fingem ser o que não são. A partir de situações absurdas que fazem rir, a peça exibe e critica as fraquezas do ser humano e sua tendência a corromper ou a se deixar corromper.
O curso de Artes Cênicas da UFGD – Bacharelado e Licenciatura foi criado no ano de 2009 e propõe a formação de artistas, arte-educadores e pesquisadores na área. Desde sua implementação, além de formar bacharéis e licenciados em Artes Cênicas, todos os anos, a graduação oferece à comunidade de Dourados espetáculos teatrais gratuitos e abertos ao público. Esses espetáculos, em geral, são frutos de disciplinas, de projetos de pesquisa, de projetos de extensão e de trabalhos de conclusão de curso.
SINOPSE
A peça traz a história da jovem Ivonete, filha do dr. JB de Albuquerque Guimarães, diretor de um dos jornais mais influentes do país: A Marreta. Ivonete, ao ficar viúva de Dorothy Dalton, o crítico de teatro do jornal do seu pai, recusa-se a sentar e fecha-se em um terrível luto em memória de seu falecido marido. Preocupado com o estado da filha, o pai convoca uma comissão de “especialistas” em sexo (todos charlatões) a fim de resolver o caso: Dr. Lupicínio (o psicanalista); Madame Cricri (a ex-cocote) e Dr. Sanatório (o otorrino). Somando-se, inesperadamente, a essas três personalidades, surge o Diabo da Fonseca que vindo das profundezas do inferno irá seduzir, perverter e criticar uma sociedade e suas hipocrisias no âmbito familiar, do trabalho, da arte, do amor e do sexo.
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