Menu
Busca segunda, 28 de setembro de 2020
(67) 99659-5905
POLÍTICA

Para Ishy aprovar a “doação” a partidos é legalizar a corrupção

01 junho 2015 - 08h24

O vereador Elias Ishy (PT) considera um retrocesso a Câmara dos Deputados aprovar o financiamento empresarial aos partidos políticos com 330 votos favoráveis e 141 contrários na primeira votação, em uma emenda aglutinativa posta em pauta um dia após a medida ter sido rejeitada em plenário. Se for aprovada em segunda votação na Câmara e depois pelo Senado, na prática tudo continuará como está.

Os deputados que votaram a favor desta lei, se quiserem ainda podem mudar de posição na segunda votação. Dos deputados federais de Mato Grosso do Sul, apenas Dagoberto Nogueira (PDT), Zeca do PT e Vander Loubet (PT) votaram contrários à medida. Todos os demais votaram favoravelmente.

“Considero que se este projeto for aprovado será a consolidação da corrupção no Brasil. O fim do financiamento empresarial de campanhas eleitorais é defendido por centenas de entidades, entre elas CNBB e OAB, que apresentaram ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular assinado por mais de 700 mil cidadãos brasileiros visando a proibição de "doações" das empresas para financiamento de campanhas eleitorais. Na prática, é aí que nasce a corrupção, já que depois das eleições estas mesmas empresas superfaturam obras e serviços, conforme comprovado agora nas apurações da Operação Lava Jato. Colocar isso na Constituição Federal é uma vergonha”, afirmou Ishy.

Dos atuais 513 deputados federais eleitos, 360, ou seja, 70% receberam financiamento de empresas, a maioria envolvida em escândalos. As que mais “doaram” recursos tiveram eleitos: JBS Friboi (162 deputados, R$ 61,2 milhões), o Grupo Bradesco (113 deputados, R$ 20,3 milhões), a Vale Mineradora (85 deputados, R$ 17,7 milhões), Banco Itaú (84 deputados, R$ 16,5 milhões) e OAS Construtora (79 deputados, R$ 13 milhões). Em 2008, as empresas responderam por 86% dos recursos totais de campanha passando a 91% em 2010.

“Além de tudo, esse sistema precisa ser mudado com a diminuição dos custos financeiros das campanhas eleitorais e cassar os direitos políticos daquele candidato que comprar voto ou utilizar recursos de caixa dois. É necessário desenvolver mecanismos para moralizar o sistema eleitoral e dar igualdade de condições a todo aquele que pretender concorrer a um cargo eletivo. Assim seria eleito aquele que representa o povo e não o interesse de algumas empresas”, apontou Ishy, que em abril passado realizou uma audiência pública sobre a reforma política na Câmara Municipal que contou com a participação de centenas de pessoas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PANDEMIA
MS se aproxima de 69 mil casos de coronavírus e soma mais 15 óbitos
PRATICIDADE
Sul-mato-grossenses já podem pagar multas com desconto no aplicativo Carteira Digital de Trânsito
PANDEMIA
Presidente de clube de futebol de Campo Grande morre de coronavírus
DOURADOS
Saúde obriga notificação compulsória de casos suspeitos de Covid-19
BRASIL
Inscrições para bolsas remanescentes do ProUni terminam quarta-feira
OPORTUNIDADE
MS tem mais de mil vagas de emprego; em Dourados são 108
NEGÓCIOS & CIA
PC para stream: A Visual Informática indica como montar a máquina ideal para transmitir jogos
DOURADOS
Vices dos sete candidatos somam quase R$ 3 milhões em bens
FLAGRANTE
Carro furtado em São Paulo é apreendido com mais de 200kg de maconha
ELEIÇÕES 2020
Concorrência na Câmara só não supera vestibular de dois cursos na Federal de Dourados

Mais Lidas

ATO DE FÉ
Após vigílias em frente a hospital, família celebra 'milagre' por homem que caiu do telhado
CAMPO GRANDE
Gêmeos são executados dentro de quitinete
POLÍCIA
Comerciante morre em acidente na MS-276
DEODÁPOLIS
Homem morre ao bater moto de frente com caminhonete da patroa