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Pais vão poder optar por aulas presenciais ou manutenção de ensino remoto na Reme

27 julho 2021 - 08h03Por Thalyta Andrade

A volta às aulas de forma presencial em Dourados ainda não será estabelecida de forma total, pelo menos por enquanto. Conforme a Semed (Secretaria Municipal de Educação), os mais de 30 mil alunos atendidos pela rede municipal em todos os níveis de escolaridade seguirão com a opção de ensino remoto, caso essa seja uma escolha de seus responsáveis por conta da pandemia de coronavírus.

Para agosto, está prevista a retomada gradual por meio do ensino híbrido, que é quando há o escalonamento dos alunos com turmas se revezando em uma semana de aula presencial e outra em atividades remotas.

Conforme a secretária municipal de educação, Ana Paula Benites Fernandes, essa modalidade foi uma opção estabelecida dentro de inúmeros debates entre a comunidade escolar, gestores e órgãos competentes, para que essa retomada presencial seja segura no que diz respeito à Covid-19. As aulas em sala de aula estão suspensas há mais de um ano.

“É uma construção, com todos unidos para trazer de volta a nossa criança para dentro da escola com a maior segurança possível. Os pais terão total liberdade se não se sentirem seguros ainda. Sempre vamos usar o bom senso para ambas as partes. Vamos fazer o escalonamento e se o pai disser que não se sente seguro e quer mais tempo, tranquilo. Já aquele que se comprometer a trazer terá que estar ciente também sobre suas responsabilidades em conjunto com a unidade escolar, principalmente no que diz respeito a biossegurança e cuidados”, explicou a secretária.

Os pais que optarem por manter seus filhos em atividades remotas poderão voltar atrás, caso queiram. Porém, deverão comunicar à direção escolar e estarão sujeitos a um prazo de 15 dias para que o aluno seja inserido em uma semana par ou ímpar do ensino híbrido.

Isso acontece, dentro do planejamento da Semed, por conta dos protocolos de biossegurança estaduais e também municipais que vão nortear o retorno e que impõem, por exemplo, um percentual de ocupação. Em uma sala que antes da pandemia eram 30 alunos, agora serão 15, e aqueles que inicialmente optarem pela manutenção de atividades remotas estarão sujeitos à disponibilidade.

“De 2 a 6 de agosto vamos apresentar um Termo de Responsabilidade aos pais. Cada escola vai fazer seu chamamento. Vamos organizar da forma mais tranquila possível para o profissional, o pai e o aluno se sentirem seguros. Temos que atender o protocolo do Estado. Tem uma comissão municipal que foi montada via Estado para o monitoramento dessa volta às aulas presencial e temos que atender ao roteiro da fiscalização que vai acontecer”.

A partir desta terça-feira (27), por exemplo, aproximadamente 400 merendeiras que atendem na rede municipal vão passar por treinamento com relação a novas práticas de manipulação de alimentos e atendimento às crianças, que vão passar a ter as refeições dentro da sala de aula e não mais no refeitório, para evitar aglomerações. 

Essa é uma das medidas planejadas dentro da capacitação dos profissionais da rede de educação para lidar com a ‘nova’ rotina presencial dentro da pandemia. 

Déficit de aprendizado

Com relação ao déficit de aprendizado por causa da falta da rotina escolar, este também será um desafio, principalmente para os alunos que estão ou estavam em fase de alfabetização. 

“De 9 a 13 de agosto temos uma avaliação diagnóstica para que o corpo técnico da escola possa estudar em que nível está as turmas. Com certeza vai ter um reflexo diferente por conta da pandemia. Hoje tenho 3.200 crianças no segundo ano que teremos que mensurar quantos deles conhecem o alfabeto. Porque não tem como alfabetizar remotamente. É humanamente impossível alfabetizar por whats app ou com material impresso. É um prejuízo que já temos projetado, estabelecemos um plano e estamos correndo atrás”, destacou a secretária de educação.

Na Reme (Rede Municipal de Ensino) de Dourados são 46 escolas e 39 Ceims (Centros de Educação Infantil Municipal), além de 10 unidades de ensino conveniadas, que juntos atendem aproximadamente 30 mil alunos. Além disso, são cerca de quatro mil profissionais que trabalham na educação. A vacinação contra a Covid-19 desses profissionais se iniciou em 5 de maio e foi um dos fatores que embasou a retomada gradativa de atividades presenciais.
 

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