Na manhã desta quinta-feira (02), alguns pacientes do Hospital Universitário - HU de Dourados entraram em contato com a redação do Jornal Dourados News, reclamando sobre a superlotação da maternidade do hospital, assim como a falta de funcionários e a falta de estrutura para a demanda de mulheres grávidas.
Segundo informações de José Rafael da Silva Santos, marido de uma paciente, a esposa estava sangrando no corredor do hospital e não tinha conseguido atendimento. “Minha esposa está com 8 meses de gestação, está sangrando e não há ninguém para atendê-la, isso é um absurdo” afirmou José.
Outras duas pessoas, que pediram para não serem identificadas, ligaram e informando que até os médicos estavam indignados com a situação, reclamando da falta de leitos para as pacientes e poucos funcionários para prestarem socorro.
No último dia 26 de janeiro o Jornal Dourados News, divulgou o caso de uma mulher que ficou com o feto morto por mais de 19 horas no útero, onde o marido denunciou o descaso sofrido nos atendimentos tanto no CAM – Centro de Atendimento Médico como no Hospital Universitário.
###NOTA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
A direção do Hospital Universitário da UFGD informa que a situação verificada na manhã desta quinta-feira (02.02) na maternidade apenas evidencia o excesso de demanda de atendimentos, em relação ao número de leitos disponibilizados pelo Hospital.
A maternidade do HU/UFGD dispõe de 25 leitos para atendimento de ginecologia e obstetrícia, além de seis leitos no centro obstétrico (destinado a mulheres em trabalho de parto) e outros seis na clínica cirúrgica – destinado a pacientes que fizeram cirurgia ginecológica.
Nesta quinta-feira, houve um excedente de 12 pacientes além da capacidade. Destas, duas permanecem no Centro Obstétrico e outras dez estão instaladas no corredor da maternidade. A direção do HU/UFGD entende que a situação é desconfortável as pacientes e familiares, mas garante que todas as pacientes estão instaladas em macas, com berços para os bebês e cadeiras para os acompanhantes. A equipe de enfermagem também foi remanejada para garantir um atendimento adequado a todos os pacientes.
Por fim, a direção do HU/UFGD lembra que o atendimento de ginecologia e obstetrícia é chamado “portas abertas”, ou seja, não depende da disponibilidade de vagas para encaminhamento. Todas as pacientes que chegam ao hospital, encaminhadas ou não, estão sendo devidamente atendidas, já que o HU/UFGD é referência para este atendimento pelo SUS para Dourados e toda a região.
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Lotação tem sido a principal reclamação dos pacientes - Foto: Arquivo/O Progresso