A Câmara de Vereadores de Dourados perdeu uma grande oportunidade de melhorar um pouquinho sua credibilidade afundada no limbo fétido da corrupção e desmandos apontados pelas operações “Owari”e “Uragano” desencadeadas pela Polícia Federal em 2009 e 2010, ao aprovar recentemente o aumento do perímetro urbano de Dourados. Aliás, por que o perímetro urbano aumentou em mais de cem por cento? A quem interessa o aumento do perímetro urbano? Por que a Câmara não acatou sugestões de pessoas e entidades credenciadas sobre o tema?
Ao aprovar a lei aumentando o perímetro urbano da cidade, os vereadores, com exceção de um, o parlamentar Elias Ishy, deram uma mostra clara da submissão deles ao Executivo municipal. Os vereadores defensores desse imbróglio, claro, têm justificativa para votar e aprovar, em regime de urgência, o aumento da área da cidade, transformando Dourados num “fazendão”. Afinal, foi realizada até uma audiência pública para discutir o tema.
O que não dá para entender é por que os vereadores não acataram as sugestões dos professores da UFGD e da SALVAR, deve ser pelo conhecimento intelectual, pela visão estratégica de crescimento da cidade e pela defesa incansável do meio ambiente, créditos da maioria esmagadora dos representantes do povo naquela Casa de Leis.
Os sábios vereadores deram condições para Dourados se transformar numa grande metrópole num curto espaço de tempo, agora há espaço para a cidade crescer a vontade, pois eles aumentaram, numa única votação, a área que era de 82 quilômetros quadrados para 269 quilômetros quadrados. Agora, imagine só caro leitor, se com 82 quilômetros quadrados existem mais de 30% de áreas baldias, com 269 quilômetros quadrados, a cidade virou um latifúndio propicio para a exploração imobiliária. Ressalte-se, a cidade é uma das campeãs da carestia em aluguel e venda de terrenos.
A aprovação da lei que aumentou assustadoramente o perímetro urbano, leva nos a refletir sobre outra medida tomada recentemente pelos ocupantes provisórios da prefeitura de Dourados. Veja só, antes da aprovação dessa lei pela Câmara de Vereadores, o prefeito Murilo e a vice Dinaci, determinaram através dos meios legais a proibição da criação de animais, como galinha, pato, marreco, carneiro, cabrito, vaca, cavalo e outros no perímetro urbano, apenas os carroceiros poderão ter cavalos, desde que devidamente credenciados pela prefeitura. Essa medida foi amplamente divulgada pela mídia e está nos dias de entrar em vigor.
Assim como eu tem muita gente na expectativa para ver o prefeito Murilo determinar o pessoal do CCZ para cumprir a lei e prender a bicharada dos “bacanas” que agora tem suas chácaras e fazendas dentro do perímetro urbano. Afinal, a lei é para todos. Imagine só, se o trabalhador que cria algumas “penosas” no quintal de casa para o almoço de domingo com a família vai querer acabar com a bicharada, se tem gente na cidade que cria uma boiada. O tema ainda deve render muito pano pra manga.
Ribeiro Arce
*Professor da rede estadual de ensino. Email: ribeiroarce@gmail.com
Deixe seu Comentário
Leia Também

Idosa morta em atropelamento foi arrastada por 10 metros; motorista fugiu por medo de retaliação

Minha Casa, Minha Vida Entidades recebe propostas até 10 de fevereiro

Acusado de 'disk-drogas' é preso com pochete cheia de cocaína perto de escola

Covid-19 mata 29 pessoas em janeiro no Brasil

Filho é preso após agredir com tijolo o pai que tentava separar briga entre irmãos

SUS teve recorde com 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025

Temperatura pode chegar a 40°C neste sábado em Dourados

Inscrições para alunos da rede pública em curso de desenvolvimento de sistemas termina domingo

Dois jogos abrem a quinta rodada do Campeonato Estadual neste sábado

Zé Teixeira cobra obras urgentes na MS-165 e reforma do Detran de Antônio João
Mais Lidas

Vítima denuncia inquilino por não pagar aluguel e não devolver itens levados para conserto

Golpe do Pix: vítima perde quase R$ 4 mil após clicar em link de falso crédito

Influenciadora investigada por ataques virtuais e descumprimento de medida protetiva segue presa
