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ESPECIAL: EMBRIAGUEZ AO VOLANTE

Empresário vítima da própria embriaguez fala de sequelas

22 julho 2014 - 06h24

Thalyta Andrade

O Dourados News dá início nesta terça-feira (22) a uma série de reportagens que revelam o perigo e a as consequências da falta de consciência de motoristas com relação à embriaguez no trânsito. Segundo autoridades, a fiscalização aumentou nos últimos anos, mas, tiveram um acréscimo também os casos de flagrantes e acidentes relacionados a somatória do consumo de álcool e direção.

Nesta primeira reportagem, o foco é na história de “muita sorte” do empresário douradense Rodrigo Lavrat, 34.

Há dois anos, ele seguia na companhia de mais cinco pessoas em uma caminhonete, voltando de uma pescaria. O retorno para casa pela rodovia MS-379, entre Dourados e Laguna Carapã, poderia ter sido tranquilo se não fosse um detalhe: o consumo de álcool que antecedeu a volta.

“Não me lembro de nada, só a parte da pescaria. Eu era muito festeiro, saía com os amigos e todo mundo bebia demais e mesmo assim dirigia. Nunca nos importamos muito com isso até acontecer o que aconteceu”.

A caminhonete que era conduzida por um amigo de Lavrat capotou várias vezes no quilômetro 42 da rodovia. Quatro das cinco pessoas que estavam no veículo, incluindo ele, foram violentamente arremessadas para fora do carro. Uma mulher de 22 anos morreu na hora. Os outros ficaram gravemente feridos, mas conseguiram sobreviver. Lavrat foi um deles.

“Quando se está bêbado, a pessoa sempre acha que está bem, acima de tudo, e que não vai dar em nada. As pessoas sempre falavam que não era para beber, que eu era maluco e bem irresponsável nesse sentido. Mas, eu nunca liguei até acontecer algo de fato. Pela gravidade do acidente, tive muita sorte. Eu sinto remorso porque isso poderia não ter acontecido se eu tivesse pensado antes. Graças a Deus tive o apoio da minha família, e hoje meu pensamento é outro”.

O empresário, que retornou ao local do acidente junto da reportagem, hoje convive atualmente com sequelas. Ele perdeu metade de um dos dedos da mão, e teve um nervo fundamental para a visão comprometido, o que o faz ‘enxergar dobrado’ e também prejudica o seu caminhar.

“Minha vida era normal antes do acidente. Eu perdi metade do dedo, tenho problemas de visão porque entortou o nervo, e isso prejudicou minha visão e minha voz. Fiquei com problema de dicção e falo com dificuldade. Tenho problemas para andar por causa da visão, fico inseguro. Depois dessa tragédia eu consegui enxergar que beber e dirigir é algo muito grave, de verdade. As pessoas tem que ter reflexão sobre isso, que a vida não é brincadeira. Bebida e carro não combinam mesmo. Tivemos sorte até porque só nos ferimos, e não prejudicamos outras pessoas que nada tinham a ver”.

Para Lavrat, além do agradecimento por ter sobrevivido apesar de ter sido vítima de si mesmo, o grave acidente deixou uma lição e uma missão importante com o filho pequeno. “Eu nunca bebi quando estava com meu filho. Dou graças a Deus de estar vivo hoje e poder ver ele crescer. Não bebo mais nada. Fico pensando que um dia meu filho vai dirigir e é complicado. Nunca vou esquecer o que aconteceu comigo e vou passar para ele a importância de não se colocar em risco de morte como eu me coloquei, e como poderia ter colocado outras pessoas também. A vida é para se viver intensamente, mas com responsabilidade”, finalizou o empresário.

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