Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que os domicílios com apenas um morador atingiram o maior patamar da série histórica em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o levantamento, 20,1% das unidades domésticas sul-mato-grossenses são formadas por apenas uma pessoa. O índice representa um crescimento expressivo em relação a 2012, quando esse tipo de arranjo correspondia a 14,2% do total.
A pesquisa reúne informações detalhadas sobre as características dos domicílios e da população, incluindo tipo de ocupação, materiais das residências, acesso a serviços essenciais, além de dados sobre sexo, idade, cor ou raça e composição familiar dos moradores.
Apesar do avanço dos domicílios unipessoais, o modelo mais comum no estado ainda é o arranjo nuclear, formado por casal, com ou sem filhos, incluindo também as famílias monoparentais. Em 2025, esse grupo representava 66,2% das unidades domésticas, percentual inferior ao registrado em 2012 (69,0%).
Outros formatos também aparecem na pesquisa. As chamadas unidades estendidas, compostas pelo responsável e ao menos um parente fora do núcleo familiar tradicional, representavam 12,5% dos domicílios, uma queda de 3 pontos percentuais em relação a 2012. Já as unidades compostas, que incluem pessoas sem vínculo de parentesco, correspondiam a 1,1%.
No cenário nacional, Mato Grosso do Sul ocupa a nona posição em proporção de moradores sozinhos. Os maiores percentuais foram registrados no Rio de Janeiro (23,5%) e na Bahia (22,3%), enquanto os menores índices apareceram no Pará (13,5%) e no Amapá (14,5%).
O perfil de quem mora sozinho no estado também revela diferenças entre homens e mulheres. Entre as unidades unipessoais, o maior grupo é formado por homens de 30 a 59 anos, que representam 32,6% do total. Já entre as mulheres, predominam aquelas com 60 anos ou mais, responsáveis por 22,3% desses domicílios.
Ao analisar separadamente, mais da metade dos homens que vivem sozinhos (54,1%) tem entre 30 e 59 anos, enquanto 28,4% são idosos e 17,4% têm menos de 30 anos. Entre as mulheres, a realidade é diferente: 55,0% das que moram sozinhas têm 60 anos ou mais, seguidas pelas de 30 a 59 anos (35,3%) e pelas mais jovens, com até 30 anos (9,6%).
A participação feminina entre as pessoas que vivem sozinhas também apresentou leve crescimento ao longo da série histórica da pesquisa. Em 2016, as mulheres representavam 39,7% desse grupo. Em 2025, o percentual subiu para 40,4%, indicando uma mudança gradual no perfil dos domicílios unipessoais no estado.
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Pesquisa aponta que 20,1% das unidades domésticas em MS são formadas por apenas uma pessoa - Crédito: Clara Medeiros/Dourados News/Arquivo