Em Dourados, o número de casos de dengue confirmados até o momento nesse ano é 1700% maior em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o (CCZ) Centro de Controle de Zoonozes, o que contribui para esse aumento alarmante é a dificuldade para conter a reprodução do transmissor da doença –mosquito Aedes Aegipty- devido ao volume atípico de chuva que vem sendo registrado na cidade e a maior procura das pessoas pelo diagnóstico.
“As chuvas ocorreram em média acima do normal e isso dificulta o combate. Outro ponto é que com maior divulgação da doença, as pessoas têm buscado mais o tratamento e o diagnóstico, consequentemente isso reflete nos dados, mas isso é um ponto positivo, pois, a dengue pode levar a morte e tem que ser tratada”, afirma Rosana Alexandre da Silva, coordenadora do CCZ.
Os casos confirmados na quinta semana do ano passada chegavam a 14 e nesse ano são 238. Já em relação a casos notificados, em 2015 nessa época eram 43 e atualmente são 981. Com esses números, a coordenadora cita que se está a “um passo” de se chegar a epidemia e que mesmo com todas as ações necessárias que vem sendo tomadas, a falta de conscientização das pessoas quanto ao combate, ainda é o grande problema.
“A verdade é que tudo que é possível tem sido feito, os agentes de endemias vistoriam as casas, a Semsur (Secretaria de Serviços Urbanos) tem feito a limpeza em áreas críticas, mas, o que se vê é que mesmo com todos esses trabalhos ainda se encontra muitos focos do mosquito tanto em bairros nobres, quantos nos mais humildes, as pessoas não tem feito a limpeza e evitado agua parada, o que é dever delas”, enfatiza.
Outra problemática citada por Rosana nessa questão, é quanto ao lixo jogado por populares em locais indevidos, gerando os famosos “lixões”.
“Esses lixões irregulares a céu aberto são um grande problema, a prefeitura limpa e jogam novamente, dificulta muito”, cita.
Rosana destaca a importância de denúncias de terrenos baldios que estejam contribuindo para gerar focos do mosquito da dengue. Quanto ao combate a doença ela cita que a parcela da população que tem contribuído precisa aumentar e é preciso mais “sintonia” dos populares com as autoridades.
“Muitos ainda não se atentam aos cuidados, é preocupante. A verdade é que precisa ter mais empenho, denúncias de casas e terrenos abandonados, possíveis criadouros para as autoridades e para o CCZ”, destaca.
[Na última divulgação da Secretaria de Estado de Saúde, há cerca de dez dias os números apontavam 612 notificações da doença]( http://www.douradosnews.com.br/dourados/sobe-para-612-o-numero-de-notificacoes-de-dengue-em-dourados). Com isso nota-se um aumento de 150% nesse quesito. Já o número de casos confirmados não havia sido divulgado.
A expectativa é que para os próximos meses, notificações e confirmações diminuam, o que segundo a coordenadora acontecerá por resultado das forças-tarefas e pela temperatura que tende a cair.
“Pensamos que vai evoluir a situação, será um reflexo do trabalho que vem sendo feito e da queda da temperatura que deve ocorrer”, disse.
Os próximos mutirões do CCZ acontecerão nas aldeias da cidade na segunda quinzena do mês. Para este sábado (13) está programada uma ação social nas residências em vários pontos da cidade com panfletos informativos e incentivo ao combate.
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