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INAUGURAÇÃO

Nova sede da Funai em Dourados passará por reforma e mudança ainda não tem data marcada

10 junho 2026 - 11h08Por Fabiane Dorta

A nova sede da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) foi inaugurada na manhã desta quarta-feira, dia 10, em Dourados, mas a mudança das atividades para o prédio ainda não tem data para acontecer, devido a uma reforma pela qual vai passar.

Isso porque não se trata de novas instalações. O prédio transferido para a Fundação, pertencia à AGU (Advocacia Geral da União) e por muitos anos foi sede do Escritório de Representação da PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional), extinto em portaria no final e janeiro deste ano.

Para fazer a reforma e adequação do prédio, especialmente na parte elétrica e hidráulica, o MPI (Ministério dos Povos Indígenas) destinou R$ 240 mil à Funai.

No entanto, não há definição ainda de prazo de execução desse trabalho. “Nós estamos fazendo esse cronograma junto com a nossa equipe de engenharia, para nos próximos meses já mudar a nossa sede”, afirmou a presidente da Funai, Lucia Alberta, em Dourados para a cerimônia.

SAINDO DO ALUGUEL

Atualmente, a coordenação regional da Fundação está em um prédio alugado na Avenida Marcelino Pires, no bairro Jardim Caramuru. É a pela primeira que a instituição vai funcionar em sede própria, localizada na Avenida Presidente Vargas, no bairro Vila Progresso.

“Esse valor que nós pagávamos com aluguel, nós poderemos investir agora em ações nas terras indígenas”, acredita a presidente.

Para ela, essa redução nos custos com locação e a maior proximidade com as aldeias, estão nas vantagens do novo endereço, que fica na principal avenida de acesso da região central à MS-156 que corta a Reserva Indígena.

“Essa estrutura ela vai continuar fazendo os mesmos serviços que a outra unidade fazia, mas funcionando no prédio alugado. Então, é uma autonomia que a Funai consegue. Está próximo da aldeia, são 2 km daqui para a terra indígena mais próxima, então isso facilita ainda mais e dá a garantia da atuação dos nossos servidores com mais segurança, numa estrutura de qualidade para receber os povos indígenas”, afirma Lucia.

COORDENAÇÃO REGIONAL

Sem dizer quem é o ‘cotado’, a presidente ainda disse que o foi colocado em consulta nos órgãos do Governo Federal, um nome para assumir de forma definitiva a Coordenação Regional da Funai de Dourados, que é comandada de forma interina por Silvio Raimundo da Silva.

“Nos próximos dias deve sair essa nomeação que nós estamos já avançando para nós termos a posse desse coordenador regional”, afirmou.

No entanto, ao ser questionada esclareceu que nesse momento o cargo não será destinado a um indígena.

“Hoje nós temos muitos servidores que já são concursados, servidores indígenas. O cargo específico daqui dessa coordenação é para servidor público, então não pode ser um coordenador de livre nomeação. Então, por isso nós avaliamos, esse primeiro coordenador não vai ser indígena, mas nós estamos preparando outros servidores indígenas daqui da região que passaram no concurso da Funai, para assumir esse cargo nos próximos anos também”, disse ela.

A Funai tem 43 regionais no país, sendo três coordenações regionais em Mato Grosso do Sul. A unidade douradense atende cerca de 45 mil indígenas em 21 municípios da região.

AGENDA COM MINISTRO

A inauguração da nova sede da Funai foi a primeira agenda da presidente em Dourados, acompanhada do ministro do MPI, Eloy Terena. A cerimônia foi acompanhada por ritos tradicionais das comunidades indígenas e presença de mais autoridades.

Na sequência, a presidente e o ministro seguiram para a 6ª Tecnofam (Feira de Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar) que acontece na sede da Embrapa Agropecuária Oeste, par assinatura de protocolos de intenções para a instalação da primeira estação meteorológica em território indígena de Mato Grosso do Sul que ficará na Aldeia Cachoeirinha, entre Miranda e Aquidauana.

Também foram expostas iniciativas produtivas voltadas aos territórios indígenas e um fomento para produção agroecológica nas comunidades através do projeto Projeto Ywy Ipuranguete, para destinação de recursos para monitoramento ambiental.
 

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