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UFGD

Estudantes reclamam prejuízos na volta às aulas após greve

19 outubro 2015 - 13h20

No primeiro dia de volta às aulas, depois de aproximadamente 140 dias de greve de docentes e técnicos administrativos, estudantes da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), comentaram sobre o retorno da rotina e os prejuízos causados pelo tempo parado, principalmente para os alunos que estão no último ano.

O Dourados News esteve visitando a universidade e conversou com alguns acadêmicos que comentaram o assunto.

O paulista de 18 anos, Gabriel Nogueira, que está no primeiro ano de psicologia, conta os transtornos que teve por morar em outro Estado e que a readaptação a rotina será um pouco complicado.

“É complicado, tive gastos, pois sou de fora e voltei para o meu Estado (São Paulo), mas mesmo assim continuei pagando aluguel, agora é voltar pedir para religar água, luz e se adaptar novamente a rotina. Em relação ao curso como estou no primeiro ano não tive tantas perdas como os que estão no último ano”, disse o estudante.

Ao contrário de Gabriel, a douradense de 18 anos, que cursa o primeiro ano de nutrição na universidade, Amanda Ferreira, disse que se sente prejudicada, pois o termino do curso acabou sendo alterado por conta dos dias que ficou sem aula.

“Estou no primeiro ano, não tinha fechado o semestre e atrapalha pois quando estava me adaptando e conhecendo a fundo o curso veio a greve. O momento agora é de organizar, pois vai ficar difícil, quase não vou ter tempo e não vou terminar o curso no período certo”, pontuou.

Para um grupo de acadêmicos do curso de engenharia mecânica, formados, o retorno é muito bem-vindo, por mais que foram prejudicados com um semestre o momento é de recuperação.

“Agora estamos nos inteirando do novo calendário, é complicado pois vamos encerrar o semestre apenas em 2016, e vamos ter praticamente que estudar o material de quatro meses em um, nos sentimos prejudicados, mas não temos o que fazer apenas nos dedicar para concluir o curso no início de 2017”, disse os estudantes.



Assim como eles, a estudante de ciências sociais, Marta Correia, 31, fala do prejuízo e que espera concluir o curso sem mais danos. Ela é gaúcha e mora em Dourados desde 2012, quando o marido que é militar veio transferido de Roraima.

“O problema para os que estão no último ano é que nos programamos e criamos expectativa pois já estamos terminando o curso e desejamos exercer a profissão. Com a greve tudo alterou pois você trabalha com tempo totalmente confiante e agora é retomar e ver como irá ficar”, desabafou.

[A greve teve início no dia 29 de maio]( http://www.douradosnews.com.br/dourados/greve-na-ufgd-deve-deixar-sem-aula-7-mil-alunos), por parte dos docentes que reivindicavam reajuste salarial de 27.3%, o reposicionamento dos aposentados e pensionistas na categoria, jornada de trabalho de 30 horas semanais, piso mínimo de três salários mínimos para os iniciantes na carreira, entre outros.

A paralisação deixou aproximadamente 7 mil alunos sem aulas. Durante o período, os professores realizaram várias ações e manifestações, para chamar a atenção do governo para a pauta de reivindicações.

Após o período, os professores juntamente com o comando nacional de greve e Andes- SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), decidiram por fim a paralisação e retomar as atividades, mesmo sem terem chegado a um acordo com o governo. De acordo com presidente da ADUF- Dourados (Associação dos Docentes da UFGD), Fábio Perboni, as manifestações em prol das reivindicações continuam.

Em Dourados a decisão aconteceu após uma assembleia realizada na sede do sindicato na tarde de quarta-feira (14).

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