O vice-presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Murilo Zauith (PSDB), criticou hoje, durante pronunciamento na tribuna da Casa, o que considera "um verdadeiro clima de terrorismo instalado em Dourados nos últimos dias".
O deputado, que já havia alertado as autoridades sobre a onda de criminalidade na região a qual representa, voltou a ocupar a tribuna para criticar a omissão do governo estadual quanto as providências na área de segurança pública.
"Há, hoje, um clima de terrorismo instalado em Dourados e o governo está omisso", queixou-se o parlamentar, mostrando um documento assinado por 22 entidades douradenses representativas de diversos segmentos da sociedade civil organizada.
Falando por mais de 30 minutos sobre o assunto, Murilo não apenas criticou, mas enumerou as 17 medidas emergenciais apontadas como solução em carta aberta enviada ao presidente da Assembléia Legislativa, Ary Rigo (PDT), por várias entidades da sociedade civil, como a Maçonaria, Lions Clube, Rotary Clube, Associação Comercial e Industrial de Dourados, entre outras.
Sob o título "por uma Dourados mais tranqüila", o documento relaciona em dez páginas providências para o setor.
Diante da grande preocupação do deputado, o seu pronunciamento ganhou o apoio de outras lideranças partidárias, inclusive as da base aliada do governo na Assembléia, que concordaram com a necessidade do melhoramento da Segurança Pública em Dourados.
Em aparte, apoiaram o discurso de Murilo, os líderes do PSDB, Waldir Neves, do PMDB, Celina Jallad, do PFL, José Teixeira, entre outros parlamentares.
Essa é a terceira vez que Murilo ocupa a tribuna para alertar sobre a insegurança pública porque passa o município, o segundo maior colégio eleitoral do Estado, que é administrado pelo PT.
Em um trecho da carta aberta enviada à Assembléia, as entidades assinalam que "a sociedade douradense assiste alarmada aos crescentes índices de violência e criminalidade em nossa cidade. A população está com medo e exige ações concretas no combate ao crime e ao aperfeiçoamento do sistema de segurança pública".
Ainda segundo o documento, a comprovação da violência pode ser constatada nas "páginas policiais dos jornais diários locais, onde há crimes característicos de grandes centros, como assaltos a mão armada em residências e vias-públicas, seqüestros-relâmpagos e enfrentamento armado entre bandidos e policiais".
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