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Morte de PM: Policial Federal foi transferido para MG

23 maio 2011 - 15h41

O policial federal Leonardo de Lima Pacheco, 38 anos, que matou a tiros o policial militar Sandro Alvares Morel e baleou o também PM José Pereira, no dia 8 de maio, não está mais em Dourados. A Polícia Federal considerou insegura sua presença na cidade, após o episódio e informou o juiz que pretende transferi-lo.

A transferência ainda não foi oficializada, mas Leonardo, que está afastado para se recuperar de ferimento a bala no braço, já foi para Belo Horizonte, onde vive sua família, no dia 18 de maio, conforme bilhete de uma empresa aérea anexado ao processo.

A viagem foi comunicada ao juiz como exige a decisão que colocou Leonardo em liberdade.

No comunicado, Leonardo informa que vai procurar tratamento médico na capital de Minas Gerais.

Dois dias antes, no dia 16 de maio, em ofício enviado à Justiça pela Polícia Federal, o delegado Bráulio Galloni afirma que a presença de Leonardo em Dourados se tornou “insustentável”.

O delegado fala em risco de problemas institucionais entre a Polícia Federal e a Militar, dado o temor de que a presença do agente na cidade possa provocar “comportamentos de revanchismo”.

Na decisão que concedeu a liberdade provisória a Leonardo, o juiz Adriano Rosa, condiciona o benefício à permanecencia dele na acidade.

O oficício da PF diz que a intenção da corporação, em primeiro momento, é envia-lo em missão a outra cidade, e depois, num segundo momento, transferi-lo para a cidade de origem, Belo Horizonte, onde vive sua esposa e filho.

Conforme o ofício, a Superintendência da PF no Estado garante a presença de Leonardo em todos os atos relativos ao processo. O juiz ainda não despachou a respeito.

O caso-O episódio envolvendo o policial aconteceu na tarde do Dia das Mães. Após conversar pelo MSN com a guarda municipal Zilda Aparecida Ramires, de 44 anos, ambos com pseudonimos, os dois marcaram um encontro.

Durante a conversa, Leonardo acabou se identificado como traficante, e ela então, foi para o encontro acompanhada dos dois policiais militares. No local, tentaram dar voz de prisão ao policial, pensando se tratar de um traficante, e ele reagiu com tiros.

O inquérito sobre o caso está correndo na Polícia Civil. Leonardo prestou depoimento na segunda-feira passada. Zilda, que prestou depoimento no dia dos fatos, está afastada do trabalho, após ter apresentado atestado médico. Tanto ela quanto o policial federal são alvo de sindicância em suas corporações.

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