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Ministério Público pode ser acionado por crise no Hospital do Câncer

24 janeiro 2013 - 16h41

Da redação

Durante reunião realizada no início da tarde de hoje (24) no Hospital do Câncer de Dourados, os diretores da unidade hospitalar apresentaram à presidente da ACCGD (Associação de Combate ao Câncer da Grande Dourados) e vereadora, Virgínia Magrini, ofícios que documentam a crise pela qual o hospital está passando e que pode resultar no fechamento da ala de oncologia na próxima segunda-feira (28).

Após as conversas, a legisladora disse ao Dourados News que poderá entrar com uma ação junto ao Ministério Público, para que o problema seja resolvido. “Nós vamos ao Ministério Público e vamos achar o culpado, pois o paciente deve estar aflito. O hospital ainda está recebendo doações e quando surgem notícias que ele pode fechar, as arrecadações diminuem”, relatou.

No encontro, foi apresentado o primeiro ofício, datado de 13 de dezembro passado, constando a falta de pagamento do Hospital Evangélico ao laboratório ‘Rochê’, motivo pelo qual os pedidos ficaram suspensos. O documento ainda diz que os valores foram descontados do Centro de Tratamento de Câncer de Dourados, mas não foram repassados ao laboratório.

O outro, de 15 de janeiro deste ano, relata ao Superintendente da Associação Beneficente Douradense, Maurício Peralta, que o Hospital do Câncer continuava com problemas na compra de medicação com o mesmo laboratório, por falta de pagamento do HE, e informava a existência de pacientes aguardando a medicação. Caso a situação não fosse regularizada o hospital teria que suspender o tratamento.

De acordo com o diretor de oncologia do HC, Mario Eduardo Rocha, o hospital está com uma dívida de aproximadamente R$ 800 mil. “O HE vai repassar parte do faturamento de novembro, mas os recursos de setembro e outubro do ano passado ainda não foram pagos”, disse.

O diretor ainda ressalta que está respaldado no código de ‘Ética Médico’, pois não está negando atendimento de urgência e emergência, mas os tratamentos não estão sendo possíveis de ser realizados, por conta da falta de medicamentos. “Só está funcionando agora com a radioterapia e com os remédios que ainda têm no estoque”, disse.

Sobre o fechamento, o diretor disse que falará hoje à tarde. “Não vamos fazer falsas promessas aos pacientes, pois se não tivermos o repasse do dinheiro não poderemos abrir as portas na segunda-feira, não poderemos atender pela falta de medicamentos”.

Relata também que os médicos estão sem receber e que o valor recebido é uma média de R$ 400 mil por mês, ou de acordo com o número de paciente atendidos, “só os medicamentos gastam 50% a 60% do valor recebido e ainda tem os pagamentos dos financiamentos das máquinas, pessoal e outras dívidas”.

O Dourados News tentou novamente contato com a administração do Hospital Evangélico, mas não foi atendido.

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