A administradora do time de futebol do 7 de Setembro de Dourados, a Associação Nacional dos Jogadores e Treinadores de Futebol Profissional – Anjobol, usou notas de esclarecimentos no último final de semana para demonstrar seu descontentamento para com a imprensa de Dourados que divulgou matérias criticando o desempenho do time. Os alvos escolhidos foram o jornal “O Progresso”, o site Dourados News e a Rádio Grande FM.
Nas notas a Anjobol critica a postura do jornalista Marcelo Humberto de “O Progresso” que teria cometido “alguns equívocos no que diz respeito a partida do Sete de Setembro diante do Ivinhema”, explica a nota. O texto não teria seguido “fundamentos básicos do jornalismo, deixando membros da diretoria preocupados com a postura adotada pelo mesmo citado. Além de muitas opiniões particulares, o que não é comum em um texto jornalístico, o jornal trouxe fatos que não condizem com a realidade”.
No Dourados News as críticas foram referentes a uma matéria que dizia que os jogadores não teriam falado com a emissora Grande FM. “Ao contrário do que foi divulgado pelo site ‘dourados news’, o treinador Napoleone não impediu que jogadores do Sete falassem com a Rádio Grande FM, mas sim foi solicitado para que os atletas não falassem com nenhuma emissora”, afirmou a assessoria do 7.
Com a divulgação das notas, o jornal “O Progresso” publicou hoje na primeira página do caderno de esportes, uma nota/matéria assinada por Marcelo Humberto, o mesmo que havia sido criticado pela Anjobol, onde ele afirma que as notas foram feitas “na tentativa de omitir e confundir o fiel leitor” e de “desviar o foco de uma parceria que começa a cair no descrédito”. Acusações à parte, a assessoria da Anjobol explicou que continuará à disposição da imprensa.
Quem está errado?
No blog “Em busca da palavra justa”, de Rodrigo Savazoni (clique aqui para ver), ele cita um discurso do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins. “Sobre a isenção: não existe isenção total, mas é preciso buscá-la. Abandonar a busca da isenção é fazer mau jornalismo; Sobre o compromisso com os fatos: o jornalismo se estrutura a partir de fatos. Aconteceu alguma coisa, as pessoas têm o direito de saber. Na avaliação do ministro, deve haver uma separação clara entre fato, interpretação e opiniã; Sobre a pluralidade: é preciso ouvir os vários lados, respeitar a pluralidade de visões da sociedade”, o que poderia dar razão á Anjobol quando critica a emissão de opiniões pessoais nos textos do jornalista citado.
Porém, os jornais criticados tentaram ouvir as fontes, não conseguiram e divulgaram os fatos como aconteceram, o que tiraria a razão da Anjobol caso fosse comprovado que eles estariam através das notas impedindo a divulgação de fatos que negativos sobre o time que eles administram. Isso poderia ser entendido como “obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação e a aplicação de censura ou autocensura”, o que é definido “como delito contra a sociedade”, conforme o Código de ética dos Jornalistas Brasileiros.
Informações dão conta que uma reunião entre representantes dos jornalistas esportivos de Dourados e a Anjobol deverá ser feita em breve. Baixe aqui as matérias que geraram a polêmica e as notas de esclarecimento.
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