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Os critérios adotados pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) para a Lotação dos profissionais da Rede Municipal de Ensino vêm apresentando várias problemáticas, segundo o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação – Simted de Dourados.
De acordo com o Diário Oficial, datado do dia 17 de dezembro passado, o processo para que os profissionais concursados e contratados se apresentassem nas unidades educacionais seria entre a segunda e terça-feira (14 e 15).
Porém, até o momento as datas não foram obedecidas e uma nova lista vem sendo preparada pela administração. Os diretores da escolas estão aguardando e até o momento não receberam informações detalhadas.
A situação principal, que preocupa a todos é a sistemática de comparação de nível de professores que deveria ser através das provas de títulos e que foram deixados de lado, criando dúvidas em como será realizado o processo, levando ao retrocesso e não qualidade na educação.
Outro ponto sem definição é em relação aos locais de trabalho. Os educadores contratados pelo município ainda não sabem se lecionarão nas unidades escolares em que escolheram ou serão convocados pela Semed.
Eles possuem a opção de escolher três locais, e no caso dos concursados, a lei versa que a lotação é na rede, e não próximo de casa.
“Lamentamos esta indefinição em relação à lotação. No ano passado havíamos chegado a um consenso sobre o assunto, mas após a nova secretária assumir, preferiu mudar todo o processo, tendo como base o utilizado pelo Estado, o que fica fora da realidade local”, disse o presidente João Azevedo. “Simplesmente copiar o que a Secretaria de Estado de Educação [SED] fez, não resolve o nosso problema, que é muito mais complexo”, confirmou.
O sindicato também tem encontrado dificuldades em dialogar com a nova titular da pasta, Marinisia Kiyomi Mizoguchi, que assumiu a secretaria no lugar de Walteir Betoni, no início de dezembro.
A diretoria do Simted vem buscando contato para resolução de outros assuntos, mas não vem sendo atendida, causando indefinições. “No dia 26 de dezembro conseguimos agenda para conversar, mas não avançamos e esperamos que em janeiro possamos avançar nas negociações”, finalizou o presidente.
Um ofício foi encaminhado para a administração municipal e o sindicato está buscando o parecer jurídico no intuito de entrar com uma ação e buscar a solução para os profissionais da educação.
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