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Kits para usuários de drogas pode ser proibida em Dourados

30 setembro 2003 - 12h20

O vereador Carlinhos Cantor (PL) deu entrada esta semana na Câmara Municipal de Dourados, com projeto de lei que proíbe a distribuição de “kits de redução de danos” a usuários de drogas, por qualquer instituição no município de Dourados, conforme prevê programa do governo federal.  O programa experimental, denominado redução de danos, prevê distribuição de kits, pelo poder público, contendo seringa, garrote, dosador, cachimbo (para crack) e camisinhas para usuários de drogas. A iniciativa visa reduzir os índices de contaminação por doenças infecto-contagiosas entre os dependentes químicos. A idéia já vem sendo colocada em prática em alguns países, principalmente da Europa e Estados Unidos e, também, em algumas cidades brasileiras.Carlinhos argumenta que não se tem notícia sobre dados concretos de que o programa tenha obtido resultados positivos, “muito pelo contrário, a iniciativa é mais um incentivo para o aumento do consumo, entre jovens, principalmente”. O vereador questiona, ainda, o fato de que, hoje não há nenhum programa específico do governo voltado para a recuperação de usuários. “Existe sim entidades, a maioria ligada a igrejas, que desenvolvem trabalhos de recuperação de viciados, tanto em bebidas alcoólicas quanto drogas químicas, de forma voluntária”, atesta.Por outro lado, opina o vereador, a iniciativa do governo pode sim favorecer a empresas fabricantes desses tipos de produtos, “pois se o consumo de drogas tem aumentado a cada dia, certamente que as indústrias irão aumentar a produção desses “utensílios” a serem distribuídos aos usuários de drogas”.Carlinhos, que também é pastor evangélico, tem como marca de seu mandato a elaboração de leis voltadas às questões sociais, principalmente no que diz respeito a políticas de interesse da juventude. “Nosso desejo é que todo recurso que o governo gastaria com a distribuição desses kits fosse investido em clínicas de recuperação que já funcionam, mas precariamente, até mesmo pela falta de investimentos. Certamente, estaria prestando um favor bem maior à sociedade, notadamente aos familiares de usuários de drogas”, conclui Carlinhos Cantor, afirmando que seu projeto já recebeu apoio de membros do Ministério Público e entidades que desenvolvem trabalhos neste sentido. 

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