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DOURADOS

Júri condena membros de grupo de extermínio a mais de 100 anos de prisão

26 novembro 2020 - 11h24Por André Bento e Osvaldo Duarte

Sentença proferida na quarta-feira (25) pelo juiz Eguiliell Ricardo da Silva condenou membros de grupo de extermínio por homicídio ocorrido há três anos em Dourados. Submetidos ao julgamento do Tribunal de Júri, os cinco réus receberam penas que, somadas, superam um século de prisão. 

A vítima, Maurício Molina Matossi, teve o corpo encontrado em uma mata na linha do Potreirito no final da manhã do dia 13 de novembro de 2017. Morador no Jardim Novo Horizonte, na região do Grande Flórida, ele tinha 23 anos e estava desaparecido desde a noite anterior, quando foi visto pela última vez, aproximadamente à meia noite, entrando em um veículo VW/Gol. (relembre)

A denúncia oferecida pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual) foi embasada em inquérito conduzido pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil, que identificou os autores do homicídio, praticado por encomenda e executado a tiros. 

A partir do júri popular realizado ontem, o magistrado estabeleceu pena de 22 anos de reclusão para o réu Ulisses Silva Martins, de 29 anos e 4 meses para Emerson Nascimento Martins, de 25 anos e 8 meses para Heliton Josuel Lara de Souza, e de 22 anos para Max Willian da Silva Leite, em função da prática de homicídio qualificado pelo motivo torpe, em atividade de grupo de extermínio. O regime inicial é o fechado.

No caso da ré Gislaine Centurião Menani, a pena foi definida em 7 anos de reclusão “por ter concorrido para a prática do crime de homicídio contra a vítima Maurício Molina Matossi, qualificado pelo motivo torpe e pela dissimulação”. 

Para ela, foi estabelecido menor tempo de prisão e regime inicial semiaberto porque em delação premiada “colaborou voluntariamente com o processo criminal na identificação do autor e dos demais partícipes do crime”. 

Ainda na sentença, outra denunciada acabou absolvida e o juiz deixou de fixar o valor mínimo da indenização em favor dos sucessores da vítima “porque não houve discussão e comprovação de prejuízos materiais durante o trâmite processual”. 

Quando o corpo de Maurício Molina Matossi foi encontrado, a Polícia Civil revelou que ele respondia pelo homicídio de Fábio da Silva Centurião, ocorrido dias antes no Jardim Novo Horizonte. 

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