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DOURADOS

Juiz impõe sigilo em processo sobre homem morto por policial no cinema

13 julho 2019 - 13h00Por André Bento

O juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3ª Vara Criminal de Dourados, determinou sigilo no processo em que o cabo da Polícia Militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, responde por homicídio simples pelo assassinato a tiro do bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho, 43 anos. O crime aconteceu no início da tarde de segunda-feira (8), no cinema do shopping da cidade. Agora o andamento do processo só fica acessível para as partes envolvidas.

Antes disso, foi possível apurar que o magistrado havia recebido um pedido de autorização feito pelo delegado Francis Flávio Tadano Araújo Freire para quebrar o sigilo telefônico do assassino confesso. O titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados quer confirmar a versão apresentada pelo militar em depoimento, de que acionou socorro médico e autoridades logo após o crime.

Na quarta-feira (10), esse mesmo magistrado converteu a prisão em flagrante para preventiva “para garantia da ordem pública e para a conveniência da instrução criminal”. Ele também determinou que Dijavan fosse transferido do Pelotão da PMA (Polícia Militar Ambiental), onde é lotado e está detido desde o dia do crime, para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande.

Naquela mesma tarde, os advogados do policial divulgaram nota na qual declararam contar “que todas as testemunhas que ainda não depuseram formalmente sobre o caso o façam relatando mais pura verdade dos fatos que presenciaram, não se deixando levar pelo sensacionalismo de alguns veículos de comunicação ou por pré-julgamentos infundados publicados nas mídias sociais, resguardando, assim, o cumprimento efetivo da justiça”.

Essas testemunhas devem ser identificadas e conduzidas para depoimento até segunda-feira (15), conforme determinação feita na quinta-feira (11) pelo delegado responsável pelo inquérito policial à equipe de investigadores. O titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados também determinou que sejam convocados para depor a esposa, de 45 anos, e a filha da vítima, de 16 anos, além de um dos filhos do autor do crime, de 9 anos.

Em nota divulgada na semana passada, a família do bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho pediu respeito ao luto. “Diante da brutalidade do ato trágico ocorrido, a família informa que não irá se pronunciar por ora, de forma que pedimos respeito ao luto. O momento requer parcimônia, humanidade e sensibilidade, uma vez que os fatos estão sendo elucidados pela investigação e as notícias veiculadas dão conta tão somente da versão do acusado, autor do disparo que culminou nesta tragédia, exposta em seu depoimento à polícia civil”, pontuaram.

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