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Jornal Folha de Dourados comemora 42 anos de fundação

08 março 2010 - 10h57

Num mundo globalizado pela velocidade que a internet impôs à comunicação, a Folha de Dourados completa nesta segunda-feira, dia 8 de março de 2010, 42 anos de fundação. Infelizmente é o primeiro ano sem a presença física de seu fundador, o jornalista Theodorico Luiz Viegas, que morreu no dia 22 de julho do ano passado. Mas, como o tempo não para, a empresa comemora, por outro lado, um feito extraordinário galgado em apenas três anos: o 3º lugar do site www.folhadedourados.com.br mais acessado em Dourados no ranking do Google.

Disse certa vez Theodorico Viegas a um dos atuais proprietários da Folha: “Não é fácil fazer jornal em Dourados. Falta discernimento do empresariado para separar imprensa da picaretagem”. E realmente, depois destes três anos tocando para frente à obra do mestre de muitos jornalistas de Mato Grosso do Sul é impossível discordar dele. Infelizmente, para a maioria dos empresários daqui e da região, divulgação é custo, não é um investimento, e aí está o equívoco. Jogar dinheiro fora é investir mal, é contribuir para o surgimento de elementos nocivos à sociedade, que usam a imprensa como trampolim para objetivos escusos.

A visão dessa maioria do empresariado vislumbra a vaidade, a caridade e a hipocrisia, provocando o saturamento do mercado publicitário e a pulverização, indevida financeiramente, dos meios de comunicação.

Ainda que seja verdade que nos países do Terceiro Mundo a imprensa depende, sem exceção, de receitas vindas de verbas públicas é possível fazer jornalismo com “J” maiúsculo. Basta o investimento publicitário do empresariado, mas com critérios éticos, respeitando o mercado e, sobretudo, o fortalecimento da cidadania. É assim que funciona, por exemplo, na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, onde o grande censor da imprensa é o conjunto da sociedade.

Entretanto, com muitas dificuldades a Folha de Dourados vai percorrendo a “estrada da vida”, como diria Milionário e Zé Rico. Se depender de garra, determinação e idealismo continuará a circular, do tamanho que o momento impor, da fatia que o mercado publicitário permitir, mas não vai parar. E lutará com a mesma garra e determinação pelo seu espaço, pela construção de uma sociedade mais justa e fraterna, pela Justiça e pelo bom jornalismo.

Por fim, registramos aqui nossos sinceros agradecimentos aos clientes e leitores e deixamos uma sugestão: que a próxima diretoria da ACED promova palestras, debates, enfim, eventos que permitam capacitar o empresariado sobre o bom investimento das verbas publicitárias, tendo como premissas o significado exato de Jornalismo, Publicidade, Propaganda, Mercado e Cidadania. 

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