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DOURADOS

Intimado judicialmente, MST deve deixar Incra amanhã

21 agosto 2014 - 09h10

Thalyta Andrade

A ocupação da sede do Incra-MS (Instituto de Colonização e Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul) pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que acontece desde a segunda-feira, 18, deve chegar ao fim amanhã.

De acordo com a superintendência do Incra no Estado, o pedido de reintegração de posse do prédio foi acatado pela Justiça, e o grupo de pelo menos 450 pessoas que acampa no local já foi intimado a se retirar pacificamente.

“Acreditamos em uma saída voluntária do grupo. Eles já estão intimados, mas pedem uma audiência com a superintendência daqui e de Brasília para se retirar. No entanto, mantemos nosso posicionamento de só abrir qualquer tipo de negociação com relação às pautas apresentadas à nós por eles depois que efetivamente o grupo deixar a sede”, destacou o superintendente do Incra no Estado, Celso Cestari, em entrevista concedida ontem ao jornal Diário MS.

Conforme representantes do movimento contatados pela reportagem do Dourados News, o grupo deve mesmo se retirar da sede, localizada em uma área predominantemente residencial da Vila Progresso, ainda amanhã. No espaço, o movimento instalou barracas e mantém um acampamento fixo. Por conta dessa ocupação, os servidores do Incra na cidade estão impedidos de exercer suas funções e prestar atendimento ao público.

Reivindicações

Na lista de reivindicações dos acampados, a grande maioria dos tópicos cobra do Incra providências urgentes para a retirada de mais de 1,5 mil famílias que hoje vivem às margens de rodovias do Estado no aguardo por terras ‘prometidas’ à reforma agrária.

Pelo menos sete áreas denominadas como Araras, Furnas, Buriti, Bordon, Córrego Fundo, Saco do Céu e Onoda estariam sob estudo técnico (algumas com este trabalho concluído, inclusive) para reforma agrária, mas com encaminhamento ‘parado’.

O movimento em Dourados acompanha, segundo os manifestantes, uma jornada nacional de protestos do MST. A crítica maior é com relação à lentidão na condução de processos por parte do Incra, mas há também críticas ao governo federal, como indica, por exemplo, a reivindicação por mais investimento em Recursos Humanos no Instituto, para que haja mão de obra disponível e os processos caminhem mais rápido.

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