Alunos das etnias guarani, caiua/kaiowa, terena e kadiweu de Dourados, Amambai, Paranhos e Bodoquena começaram nesta segunda, dia 17, o curso técnico de en-fermagem da escola Vital Brasil, mantida e adminis-trada pela Associação Beneficente Douradense (ABD), responsável pelo Hospital Evangélico e Hos-pital da Vida que servirão de campo de estágio.
O curso é fruto de con-vênio do Hospital Evangélico de Dourados e Ministério Público do Trabalho, disse Aurelino Pereira ao acrescentar que desde março de 1953, a Escola Vital Brasil vem prestando relevantes serviços à população de Dourados e região e acom-panhando o desenvolvimento regional.
O diretor executivo do Hospital Evangélico, Mauricio Rodrigues Peralta, por sua vez, informou que o curso oferecido à comunidade indígena enquadra-se nos Projetos HE Solidário e HE Sustentável, fomentando o desenvolvimento cultural e econômico, porque após formados, 50 famílias tira-rão daí seus sustentos, o que representa qualidade de vida para a comunidade indígena.
Representando o Minis-tério Público do Trabalho, a dra. Cândice Gabriela Arósio declarou que o convênio do MPT e o HE representa investimento na comunidade indígena, contemplada com um curso que possibilitará a inserção dos jovens ao primeiro trabalho. Parabenizou a iniciativa e agradeceu o apoio do hos-pital.
O diretor técnico opera-cional do HE, Marco Auré-lio de Camargo Areias, visivelmente emocionado ao ouvir os jovens caiuás da Congregação Monte Sião, cantar o louvor “Eu creio que tudo é possível...”, declarou que como enfermeiro vai ser uma honra ter os alunos indígenas como colegas de trabalho.
“Se algum dia vocês se sentirem desmotivados, me ligue porque eu não quero que desistam; afinal, daqui há 2 anos queremos estar juntos comemorando a formatura. A caminhada é longa, mas vale a pena”, completou o dirigente operacional do HE.
Por sua vez, a secretária de saúde do município, Silvia Bosso, representando o prefeito Murilo Zahuit disse que é bom acompanhar o crescimento das pessoas, e através do curso de enfer-magem da Vital Brasil, a comunidade indígena vai ganhar novos profissio-nais, o que representa me-lhoria na condição de vida da população, porque saúde é essencial.
O vereador presidente da Câmara de Dourados, Idenor Machado (DEM) recordou que ouviu do diretor da Escola Vital Brasil que foram selecionados 75 can-didatos para o curso e 15 ficaram de suplentes, e olhando para os jovens emendou: espero que o banco de reserva não seja chamado, porque quero estar junto na formatura de vocês. “Sejam perseverantes”, incentivou.
Participaram também da solenidade de abertura do curso que vai até 17 de outubro de 2013, o reverendo Benjamim Bernardes, secretario executivo da Missão Evan-gélica Koiwá, Maria Aparecida Mendes de Oli-veira, coordenadora regional da Funai e Dio-genes Egidio, da Comissão de Avaliação e Seleção do curso.
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