O Hospital da Vida passou por uma “reviravolta” administrativa que neste mês de setembro completou um ano. O Dourados News esteve na unidade para conferir o que mudou neste período: o local saiu de um caos administrativo, mas ainda não tem estrutura suficiente para atender toda sua demanda.
Em 1º de setembro de 2014, a Prefeitura de Dourados assumiu a gestão através da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados), entidade então recém criada com a finalidade de gerenciar o HV e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h. A unidade antes era administrado pelo Hospital Evangélico, empresa particular contratada para esse fim.
Na época, pacientes foram flagrados amontoados em salas com pouquíssima ou nenhuma ventilação, outros vários em macas nos corredores. Equipamentos, máquinas e móveis velhos, desgastados e enferrujados também eram visíveis.
“Nós encontramos o hospital totalmente sucateado, tanto no aspecto físico quanto estrutural e de funcionamento. A diferença que temos para hoje é enorme, temos um hospital funcionando normalmente, como deve ser um hospital. Com todas as dificuldades que o serviço público atravessa, realmente, mas dentro de uma qualidade”, afirma o secretário de Saúde, Sebastião Nogueira.
Em um ano, o local passou por uma mudança no aspecto visual, ou seja, pintura, jardinagem, limpeza pesada, entre outros. Isso pode ser visto tanto na fachada, quanto na parte interna da unidade ao percorrê-la.
De acordo com o secretário, os móveis e equipamentos que estavam sem condições de uso foram reformados ou substituídos por novos. Também foram comprados maquinários que estavam faltando para a unidade. Além disso, foram realizadas obras de reforma a ampliação da unidade.
“Nós estamos realizando as cirurgias das mais complexas que podem ter, tanto na área ortopédica quanto na neurológica”, explica o secretário. Ele ainda ressalta que a transferência de pacientes do HV para outros lugares também diminuiu devido à resolutividade médica estar maior, resultado das conduções que Hospital está hoje para realização dos procedimentos.
Para ele, a principal transformação pela qual a unidade passou foi a funcional. “Os funcionários estão tomando ciência da sua responsabilidade e também da colaboração de todos eles messe processo”, ressaltou.
AINDA TEM PROBLEMAS
Apesar das mudanças, ainda há obstáculos. Ao passar pelas alas, o Dourados News percebeu que a superlotação crítica e com corredores lotados de pacientes praticamente internados por dias em locais inapropriados como haviam antigamente já não existe mais. No entanto, flagrou, pelo menos, três pacientes em macas estacionadas fora dos quartos.
“O Hospital é pequeno para atender toda uma região. Então, em determinados momentos existe alguma situação de paciente ficar parcialmente algum tempo no corredor, mas isso é raro. É só enquanto há adequação para que ele vá ao local devido. Essa coisa de 20 leitos no corredor, como era antigamente, isso não existe mais. O que existe é um caso ou outro em situações emergenciais”, justifica Nogueira.
A unidade é referência em urgência e emergência para pacientes de 33 municípios da região, que possui pelo menos 800 mil habitantes. São realizadas em média 450 internações no local todos os meses. “Dourados precisa de um hospital maior, que seria no caso o Hospital Regional. Só assim conseguiríamos ampliar ainda mais o atendimento”, ressalta.
O jogador de futebol Jean Michel Costa Fernandes Lustosa, 26, ficou dois meses e sete dias internado no Hospital da Vida. Ele precisava fazer uma drenagem e para isso seria necessário um equipamento chamado neuroscópio, que Dourados não possui. O paciente não quis realizar o procedimento na Santa Casa em Campo Grande, para onde a prefeitura o encaminhou.
Lustosa preferiu entrar na Justiça para garantir o aluguel do equipamento e no mesmo dia em que conseguiu por esta via, a Funsaud também arrumou um neuroscópio. “Tirando essa demora de mais de dois meses para fazer o procedimento, não posso reclamar do atendimento. Os quartos estão sempre limpos, os funcionários atendem bem”, afirma.
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