Os servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de Dourados, no intuito de aumentar a adesão à greve, realizaram na manhã desta terça-feira (21), um ato em frente a agência central, localizada na avenida Joaquim Teixeira Alves. No local, boa parte dos servidores ainda continuam os trabalhos. A paralisação [teve início na cidade, no dia 13 de julho](http://www.douradosnews.com.br/dourados/agencia-do-inss-para-atendimento-em-dourados) e segue por tempo indeterminado.
“O movimento é para chamar os demais colegas que não trabalham com atendimento ao cliente, para aderirem a paralisação e também para esclarecer à população o porquê estamos em greve, além de expor as nossas reivindicações”, disse o técnico em seguro social, José Aníbal Ortiz, ao Dourados News.
Durante o ato em frente a agência e com um carro de som, os servidores buscaram conscientizar os colegas, para que lutassem por melhores condições de trabalho.
Por ainda não possuir liderança sindical na cidade, os servidores estão seguindo as orientações da Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), que está em Brasília negociando com o governo.
Entre as reivindicações da categoria estão reajuste e remuneração de acordo com a inflação, incorporação das gratificações plano de cargos e carreira, 30 horas de trabalho para todos os servidores, concurso público para repor quadro funcional, fim do assédio moral, contra as terceirizações e ainda isonomia salarial e paridade entre ativos e aposentados entre outros.
De acordo com o servidor, em todo o estado são 37 agências e mais de 90% delas já paralisaram os atendimentos. Ele explica que, Dourados é responsável por 13 agências da região, dentre elas não aderiram à greve Caarapó, Fátima do Sul. Já Nova Andradina e Bataguassu aderiram parcial.
“Hoje o comando de greve irá visitar as agências de Amambai e Caarapó, para que os colegas tengam conhecimento e possam aderir a greve e lutar por melhorias para a categoria, somente juntos vamos conseguir”, disse Ortiz.
O grevista contou ainda que está agendada para esta terça uma reunião entre o comando de greve nacional e os ministros do Planejamento Nelson Barbosa e da Previdência Carlos Eduardo Gabas, para que haja uma negociação entre o governo e classe.
Questionado se podem chegar em um acordo, o servidor conta que não acredita que a greve termine, pois na segunda-feira (20) aconteceu uma reunião entre o governo e o poder executivo federal que não aceitaram a proposta.
“Ontem aconteceu uma negociação geral, que entra universidades entre outras categorias que estão em greve e eles não aceitaram a proposta do governo. Eu creio que a greve não irá terminar, após essa reunião, mas pelo que vejo ela vai avançar”, disse Ortiz.
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O ato aconteceu as 9h em frente a agência central, localizada na avenida Joaquim Teixeira Alves - Foto: Joandra Alves