Apesar de definida na semana passada, a greve dos bancários, que teve início na manhã desta terça-feira (06), em Dourados, pegou alguns moradores de surpresa ao buscarem atendimento nas agências. Muitos não tinham conhecimento e ao procurar os bancos para uma simples troca de cheque, acabaram não conseguindo realizar o serviço.
O Dourados News esteve no local e pode constatar muitos clientes, perdidos e com dificuldades para as transações, entre eles está o trabalhador de 55 anos, que preferiu não se identificar. Em posse de um cheque de R$ 800, ele disse que precisava descontar o valor para ficar com o dinheiro.
“É complicado não procuro muito banco, até porque o dinheiro é pouco, mas hoje preciso trocar um cheque no valor de R$ 800 e não estou conseguindo, não encontrei ninguém para me ajudar, agora não sei o que vou fazer”, disse o trabalhador.
Outro que também teve dificuldades e que não sabia sobre a greve é o motorista de 30 anos, Rodrigo Domingues da Silva, que procurou uma agência para trocar um cheque que recebeu como pagamento e ainda fazer outras transações.
“Eu não sabia, cheguei e vi os cartazes. Eu acho errado fazer greve justo nestes dias. Olha como está lotado. O salário do trabalhador já é pequeno e com isso acaba dificultando, eu estou sendo prejudicado, sei que vou ficar sem atendimento e vou ter problemas com isso”, desabafou o motorista.
A greve não tem data para acabar, segundo o presidente do sindicato dos Bancários de Dourados, Janes Estigarribia.
“Infelizmente muitos que procurarem atendimentos terão dificuldades, não temos como prever, mas sempre a paralisação dura mais de dez dias. Depende da categoria ser chamada para negociar, mas pode ser que a proposta não agrade com isso a greve continua, não tenho como falar. O que posso dizer é que as pessoas tenham paciência, pois conseguirão fazer algumas coisas outras não”, enfatizou Estigarribia.
Em Dourados, segundo Janes, todas as agências aderiram à greve. Na região, apenas Fátima do Sul, Vicentina, Glória de Dourados, Nova Alvora do Sul e Maracaju (só a Caixa) estão parados, nos próximos dias devem paralisar os atendimentos os municípios de Caarapó, Rio Brilhante, Jatei, Deodápolis, Itaporã e Juti.
Os bancários decidiram pela greve durante assembleia realizada na semana passada, do qual não aceitaram a proposta do governo de 5,5 % de reajuste salarial, a categoria busca 16%.
Entre as reivindicações estão melhores condições de trabalho como a contratação de mais funcionários e a ampliação de horas para o atendimento ao público com agências abertas as 08h e fechando as 17h, de segunda a sexta-feira.
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Muitos que buscaram atendimento foram pegos de surpresa com a greve- Foto: Joandra Alves