Os enfermeiros que atuam no Hospital Evangélico aceitaram o novo prazo de 24 de julho dado pela superintendência do local para que o pagamento seja efetuado e definiram não optar pela paralisação, aprovada no início da semana. Os profissionais aguardavam uma posição sobre a situação de atraso do salário do mês de junho até a início desta tarde, conforme havia sido mostrado pelo Dourados News - [veja aqui](http://www.douradosnews.com.br/dourados/enfermeiros-aguardam-ate-as-13h-por-salarios-para-nao-entrar-em-greve) - sob ameaça de cruzar os braços.
De acordo com Keyla Reis, representante do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), a categoria se reuniu com a superintendência e por meio de votação optou por aguardar o novo prazo. A decisão foi documentada junto a superintendência.
“A gente está oficializando uma minuta em que estabelecemos essa data. A diretoria afirmou que receberá repasses financeiros nos próximos dias e acertarão o restante que falta, com isso a classe resolveu esperar”, destaca.
São mais de 150 profissionais entre enfermeiros e técnicos de enfermagem que receberam apenas 40% do valor do pagamento referente a junho e ainda profissionais do setor administrativo. A representante acredita que o acordo firmado deve ser cumprido, já que com a minuta, o hospital terá que pagar uma multa alta em caso de novo atraso.
“Acreditamos que isso não vá ocorrer (o não pagamento) pois essa minuta estabelece multa de 30% sobre o valor devido caso não acertem o restante, ou seja, os 60%", disse. O valor que ainda é devido pelo hospital aos funcionários é de R$ 300 mil, ou seja, a multa ficaria em torno de R$ 90 mil.
Uma técnica de enfermagem que preferiu não se identificar falou sobre a situação constrangedora que os profissionais têm passado diante dos atrasos constantes. Ela cita que a situação virou até motivo de chacota e todo o mês as contas têm sido pagas com atraso, o que gera prejuízos.
“Os cheques dos pagamentos costumam voltar. Tem um colega de profissão por exemplo, que está com dois cheques e não consegue receber. Quando vamos as agências bancárias o pessoal já começa até a tirar sarro pois, já deduzem que não vai ter dinheiro para repassar e com esses atrasos pagamos as contas com juros, dinheiro gasto sem necessidade”, comentou.
De acordo com Keyla, se a data estabelecida não for respeitada, a categoria irá realizar a greve. Ela comenta ainda que não se tem perspectivas para que a situação seja regularizada nos próximos meses, já que o Hospital possui dívidas grandes e não tem previsão de pagá-la.
“Se caso acontecer, vamos retomar essa ação. Para os próximos meses temos que esperar, não sabemos como vai ser, há uma dívida muito alta, foi falado para nós até da possibilidade da venda de um terreno para quitar, mas não será suficiente. O que nos foi passado é que mês que vem ainda vai atrasar, o que temos a fazer é fortalecer a categoria e cobrar nossos direitos”, enfatiza.
O HE vive uma crise financeira desde o ano passado. Em julho de 2014, a diretoria expôs a situação durante uma reunião e classificou como uma ‘calamidade’.
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