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DOURADOS

Terceirizados da Sesai entram em greve por atraso salarial

18 janeiro 2016 - 12h53

Funcionários terceirizados que atuam na Sesai (Secretária Especial de Saúde Indígena) de Dourados, paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (18), alegando que estão com o salário atrasado do mês de dezembro. Segundo um grupo de aproximadamente 20 pessoas, o problema já é antigo e todos os meses recebem entre o dia 15 e 20. Eles alegam que só voltarão as atividades, assim que receber o pagamento.

Os setores em greve são motoristas, administrativo e cozinheiras. Os funcionários disseram que o valor a ser pago para eles já foram disponibilizados pela Sesai e que a empresa Luger, pelo qual são contratados não fez o repasse para eles. E ainda que outros municípios do Estado, também paralisaram as atividades.

De acordo com Jéssica Pereira, 25, que trabalha há um ano no setor administrativo, desde que que foi contratada pela empresa, recebe o salário atrasado e isso traz sérios problemas, pois tem compromissos com o valor e acaba pagando juros e muitas por conta disso.

“É complicado, trabalho há um ano aqui e sempre foi assim, sem contar que eles cobram o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), mas não depositam. O nosso ticket de alimentação também atrasa. Com o atraso no salário eu pago juros e multas em outros compromissos que tenho”, desabafou a jovem.

Outro que também alega não ter recebido é o motorista Valdineis Ribeiro,43, que trabalha há cinco anos na empresa. De acordo com o trabalhador a função desempenhada por ele não condiz com o que foi contratado, pois trabalha na saúde e auxilia no transporte de doentes e feridos.

“Todo mês recebo meu salário atrasado, o que é para ser no quinto dia útil acaba saindo depois do dia 15 ou 20 do mês, o ticket de alimentação também não sai na data. Na verdade sou contratado como conservação e anseio e não como motorista, todos são contratados assim, isso não está certo”, disse o motorista.

Ele e os demais, alegaram que não tiveram nenhum preparo para lidar com transporte de pessoas doentes e feridas, e que já realizou partos dentro do veículo. Outro ponto levantado por ele, seria de casos de socorrer pessoas feridas e não ter equipamento de acordo tal função, como por exemplo, luvas.

“É preciso rever essas questões, pois até o administrativo está registrado com outra função, como auxiliar de serviços diversos. Sou motorista, mas assim como muitos outros que atuam na função, já realizei partos dentro do carro durante o transporte, se trabalhamos para a saúde devemos levar no registro a função”, completou.

O Dourados News entrou em contato com a Luger Soluções em Multisserviços, polo em Dourados, já que a sede da empresa é em campo Grande, buscando informações e detalhes sobre as alegações feitas por parte dos funcionários.

As informações repassadas pela coordenação é que há algum tempo os salários estão atrasando por conta dos repasses que a empresa recebe do governo federal, que também atrasam para a empresa.

“Infelizmente há algum tempo estão atrasando, mas não é todo mês. A maioria dos clientes da empresa não órgão federais e o repasse feito sempre atrasa e com isso o pagamento para os nossos funcionários também, mas nesses casos sempre avisamos que irá atrasar. Ao todo temos mais de mil funcionários, pois a empresa atende todo o Estado”, explicou a coordenação.

Sobre a alegação feita da cobrança dos impostos como FGTS, a informação repassada é que todos os funcionários estão cientes que há um acordo entre a empresa o Ministério Público e o Ministério do Trabalho e que os valores são pagos parcelados.

“Os funcionários estão cientes do acordo entre o Ministério do Trabalho e o Ministério Público e foram orientados que caso precisassem utilizar o dinheiro do FGTS para compra de casa ou algo assim devem comunicar a empresa para que assim fique em dia e o funcionário use o valor. Isso já repassamos para eles”, informou a coordenação geral em Dourados.

A coordenação alegou que o repasse feito pelo governo federal foi liberado para a empresa no dia 15 de janeiro, e por ser final de expediente no banco não foi possível realizar o pagamento dos funcionários, no entanto até a terça-feira (19), todos receberão o valor.

A redação também tentou contato com a Sesai em Brasília por telefone e também via e-mail através da assessoria de imprensa buscando informações, se o valor já teria sido repassado para a empresa, mas até a publicação do material não obtivemos respostas.

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