Relatório elaborado por técnicos da Funced (Fundação de Cultural e de Esportes de Dourados) aponta diversas irregularidades na construção da Vila Olímpica Indígena. A obra foi inaugurada há quase três meses e ainda não foi aberta para que seja usada pela comunidade indígena, porque nenhum órgão assumiu a gestão das atividades no local.
Os diversos problemas encontrados pelos profissionais de educação física e técnicos da Fundação estão relacionados à estrutura necessária para prática de alguns esportes; a falta de itens que, de acordo com o relatório, constavam no projeto da vila e não foram executados; além da falta de segurança no local.
Segundo os técnicos, “a pista de atletismo foi construída com piso asfáltico, onde deveria ser de pedra brita moída ou com piso ‘emborrachado’; Os postes de iluminação da pista de atletismo são muito baixos, comprometendo assim a iluminação da área”. Além destes pontos, ainda falta uma reta, para corrida de 100 metros rasos.
De acordo com o relatório, tanto a quadra quanto o campo de futebol, estão fora dos padrões técnicos. “As traves do campo de futebol estão fora da medida regulamentar, tanto na altura quanto na largura; as demarcações da quadra de esporte foram pintadas totalmente fora das regras oficiais das modalidades esportivas (futsal, handebol, voleibol e basquetebol)”.
A quadra de vôlei de areia também foi construída de maneira que os rostos dos atletas de uma das equipes fiquem sempre de frente para o sol. Isto prejudica, porque entre outros aspectos, este é um esporte em que o atleta passa maior parte do tempo olhando para cima. Com isso, uma das equipes estará sempre em desvantagem em relação à outra.
Alguns itens também não foram executados, segundo os técnicos. “Não existe área para saltos (com caixa de areia); ao fundo de uma das traves, consta no projeto um campo de futebol suíço, porém não existe espaço suficiente”. Falta ainda uma área delimitada para a prática de arremesso.
Os problemas foram encontrados pelos técnicos em vistoria feita no dia 5 de maio deste ano. As limitações apontadas seriam um impasse para uma boa atuação do profissional de educação física no local, e para avaliar de forma adequada o desempenho dos atletas e prepará-los para possíveis competições.
A falta de segurança também é uma preocupação indicada pelos técnicos. “No portão de entrada da vila olímpica deveria existir uma guarita de segurança”, aponta. Mesmo ainda trancada e sem uso desde a inauguração, que foi no dia 9 de maio, o local já vem sofrendo vandalismo. As traves do campo de futebol foram entortadas.
####GESTÃO
Os portões estão trancados com cadeado, enquanto muitas crianças e jovens praticam atividades físicas em campos improvisados na reserva. O MPF (Ministério Público Federal) chegou a encaminhar um ofício aos órgãos do executivo pedindo explicações sobre porque o local permanece sem atividade.
Até agora somente a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) respondeu à procuradoria, apresentado o projeto que elaborou de administração do local, a pedido do deputado Geraldo Resende (PMDB). Prefeitura de Dourados e Governo do Estado têm até a segunda-feira para responder ao MPF. Ministério dos Esportes, também terá que prestar esclarecimentos à procuradoria.
Fonte: Diário MS/Fabiane Dorta
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