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Força Nacional permanece por mais 60 dias em Dourados

27 dezembro 2011 - 12h47

O Ministério da Justiça prorrogou por mais 60 dias o prazo de permanência da Força Nacional, para dar apoio aos policiais federais em ações de segurança na Reserva Indígena de Dourados. Esta já é a segunda vez que a presença dos militares é renovada por decreto ministerial, a pedido do DPF (Departamento de Polícia Federal) em Brasília. Os integrantes da Força Nacional estão no município desde o início da Operação Tekohá, em junho deste ano.

Conforme decreto publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira, “os policiais da Força Nacional irão atuar, segundo solicitação, em apoio a Polícia Federal, nas ações de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas envolvidas na questão”.

A permanência será em caráter ‘episódico e planejado’, para suporte em ações ‘a fim de garantir a manutenção da ordem pública em terras indígenas no Estado do Mato Grosso do Sul, em especial nos arredores do município de Dourados’, especifica.

O número de policiais envolvidos também será definido conforme requerem as ações, e segundo planejamento dos órgãos envolvidos nos trabalhos de segurança realizados em comunidades indígenas.

A principio, a Força Nacional deve ficar por mais 60 dias na região, mas o prazo pode ser prorrogado. Esta é a segunda vez que a retirada dos militares é adiada no Estado. Em outubro, logo após o início da segunda etapa da Operação Tekohá da Polícia Federal, a presença dos policias da Força foi delongada pela primeira vez.

Desde que a PF, com apoio da Força Nacional e Polícia Militar, iniciou as ações em Dourados, os índices de violência entre os indígenas vem diminuindo. Com um mês de Operação Tekohá, a média de homicídios na comunidade passou de dois por semana, para um por mês. A preocupação de lideranças indígenas é de como vai ficar a segurança na reserva caso os policiais deixem de fazer rondas no local.

###VIOLÊNCIA
A comunidade indígena de Dourados é marcada por altos índices de violência. O número de mortes chegou a ficar a 145 a cada 100 mil habitantes, sendo que países como o Iraque, por exemplo, é de 93 a cada 100 mil habitantes, conforme análise do MPF (Ministério Público Federal).

Os casos ainda se espalham pelas demais comunidades do Estado. De acordo com estudo divulgado recentemente pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), em oito anos (2003 a 2010) 250 índios foram assassinados em Mato Grosso do Sul, 55% dos casos ocorridos em comunidades indígenas todo Brasil. No mesmo período ainda houve 190 tentativas de homicídio, 176 suicídios e 49 atropelamentos.

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