Os 1,2 mil militares do Exército Brasileiro encerraram no domingo (15), a atuação nos locais de conflitos por terra entre índios e produtores rurais, no município de Antônio João, na fronteira com o Paraguai. Ao todo foram 75 dias que permaneceram no local. O confronto entre as partes resultou na morte de um indígena de 25 anos e o clima de tensão permaneceu no local desde as invasões a oito propriedades.
A permanência do Exército foi através de uma autorização da presidente Dilma Rousseff (PT), para que os militares atuassem mantendo a ordem e evitando novos conflitos numa área de mais de 13 mil Km², correspondendo à cobertura de quatro municípios da região, sendo eles Ponta Porã, Bela Vista, Aral Moreira e Antônio João.
Os militares correspondem aos comandos de Bela Vista, Ponta Porã, Brasília, Campo Grande e de Dourados em conjunto com outros órgão de segurança pública. No local, segundo a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados- Brigada Guaicurus, o Exército Brasileiro pautou a sua atuação pela total imparcialidade.
[As invasões aconteceram no dia 22 de agosto](http://www.douradosnews.com.br/noticias/indios-invadem-fazenda-e-fazem-familia-refem-em-antonio-joao), quando aproximadamente 40 indígenas da Aldeia Marangatu armados com facas, facões, arco e flechas chegaram a fazenda Primavera e fizeram uma família refém, que foram amarradas e agredidas.
No dia seguinte o DOF (Departamento de Operação de Fronteiras), conseguiu libertar os reféns, porém o local continuou invadido.
Durante três dias os locais de acesso a fazenda invadida ficou bloqueado por conta dos invasores. No dia 25 o DOF conseguiu liberar a circulação de pessoas nas regiões vizinha a área invadida. Dias depois mais fazendas foram invadidas na região totalizando oito propriedades rurais.
Produtores rurais se reuniram, para discutir a situação e também por medo de que novas invasões acontecessem. No dia 28 de agosto, o comando do DOF esteve com o MPF (Ministério Público Federal) em Ponta Porã, Funai e polícias Federal e Civil, no intuito de solucionar o problema, dando acesso aos policiais em vistoriais as propriedades invadidas e saber como estava os animais e também as sedes das fazendas.
O clima de muita tensão aconteceu no dia 29 de agosto, durante uma reunião entre produtores rurais, sindicato rural do município e ainda autoridades políticas do Estado.
Na ocasião, alguns produtores rurais saíram por conta própria em busca de retomar as terras invadidas, ocasionando o conflito, [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/revoltada-presidente-de-sindicato-deixa-reuniao-e-diz-que-vai-retomar-terra-invadida).
A região onde ocorreu o conflito fica localizado uma comunidade rural chamada Campestre, onde moram aproximadamente 50 famílias.
Durante o conflito o indígena Semião Fernandes Vilhalva, 25 anos, da Aldeia Tin-Campestre foi morto com um tiro na cabeça. No dia 30, o governo Federal, por meio do Ministério da Defesa, determinou o envio de [tropas do Exército Brasileiro para fazendas na região de Antônio João](http://www.douradosnews.com.br/noticias/apos-morte-governo-apela-e-exercito-vai-intervir-em-area-de-conflito), permanecendo por 75 dias, para manter a ordem e evitar conflitos no local.
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No local os militeres ficaram responsáveis em controlar e identificar o acesso às áreas de conflitoFoto: Valdenir Rezende/Correio do Estado