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Enfermagem denuncia situação caótica em unidade neonatal do HU

29 novembro 2019 - 13h35Por André Bento

Profissionais de enfermagem da Unidade Intermediária de Cuidados Neonatais do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) denunciam situação caótica de superlotação e riscos de infecção hospitalar no setor. Queixam-se de condições de trabalho danosas à saúde física e mental e prejuízos à assistência prestada pela equipe, o que coloca em risco a vida de pacientes internados.

Obtida pelo Dourados News, a denúncia feita nesta semana aos conselhos regionais de Enfermagem e de Medicina de Mato Grosso do Sul, bem como à Superintendência l à Divisão de Enfermagem do Hospital, cobra “medidas cabíveis afim de interromper as situações irregulares” elencadas.

“Há muito tempo a unidade vem sofrendo com a superlotação, sendo que, apesar de ter estrutura para atendimento de 15 pacientes, atende em média 20 pacientes por dia e já chegou a ter 27 recém-nascidos (RN) internados”, detalham.

A categoria aponta ainda número insuficiente de técnicos de enfermagem e enfermeiros e destaca que a unidade está sem médico em alguns períodos durante a semana e aos finais de semana também, fator “que coloca em risco a assistência e os cuidados imediatos e emergenciais aos pacientes atendidos neste setor” e está em desacordo a portaria do Ministério da Saúde.

“No período noturno, a unidade possui serviço de fisioterapia apenas de segunda a sexta-feira até às 01:00. Além disso, nos finais de semana não temos fisioterapeuta na unidade, o que acarreta descontinuidade da assistência aos RNs que necessitam do atendimento dos profissionais, o que gera mais sobrecarga nos profissionais de enfermagem”, acrescentam.

Outro trecho da denúncia diz que não haver número suficiente de equipamentos descritos na Portaria 930 de 2012, que define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Detalha que deveria haver um oxímetro para cada leito, mas por vezes é preciso emprestar para a UTI neonatal, e “sendo assim alguns RNs em oxigenoterapia ficam sem monitorização contínua, afetando a segurança dos pacientes e conferindo maior carga de responsabilidade aos profissionais”.

EVACUAÇÃO

Até mesmo a necessidade de evacuação do setor foi citada na denúncia. Isso aconteceu em outubro, para desinfecção devido a surto hospitalar de varicela descrito como “reflexo de todas essas situações que vêm ocorrendo há um longo período de tempo e que pode ser extremante prejudicial aos pacientes expondo-os a sérios riscos, inclusive ao óbito”.

Segundo os profissionais de enfermagem, há problema de espaço físico restrito compartilhado entre profissionais, mães e pacientes. “Outro problema da superlotação e da falta de espaço é a formação exacerbada de ruídos sonoros, que prejudica principalmente o desenvolvimento dos RN e gera estresse para todos no ambiente causando sérios danos físicos e emocionais aos mesmos”, explicam.

O OUTRO LADO

Questionada, a assessoria de imprensa do Hospital Universitário disse que a UCI Neonatal é dimensionada para 15 leitos, tanto com relação às instalações físicas quanto com relação ao quantitativo de profissionais e que a taxa de ocupação da referida unidade está frequentemente acima da capacidade. 

"Na data de hoje (29/11/2019) a UCI Neonatal do HU-UFGD está com 21 crianças internadas, e que, em setembro deste ano, chegou a abrigar 24 crianças".

Ainda de acordo com a assessoria, o HU-UFGD ingressou com um processo judicial para tratar das condições de ocupação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, cuja superlotação vem sendo recorrente por motivos alheios ao alcance e ao controle da instituição, "observando que as condições de uma unidade impactam diretamente a outra, pois muitas crianças que saem da UTI seguem os cuidados na UCI Neonatal".

Já em relação a ausencia de profissionais de enfermagem, o hospital informa que "apesar de estar constantemente atendendo acima da capacidade, a UCI Neonatal não chega a ficar descoberta com relação ao pessoal da Enfermagem, pois é sempre feita readequação nas escalas para atender à demanda aumentada. Já na área multiprofissional, especificamente com relação aos fisioterapeutas, cabe esclarecer que esses profissionais não necessitam estar 24 horas na unidade".

Por fim, afirma que a falta de médicos pediatras é um problema enfrentado pela instituição e, nesse sentido, encontra-se aberto um concurso nacional com vagas para a profissão, bem como está previsto um Processo Seletivo Simplificado (PSS) específico para a contratação de pediatras.

 

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