Acadêmicos, professores e pesquisadores se reuniram para o X Encontro de Iniciação Científica, VII Salão de Pesquisa Docente e V Mostra de Pós-Graduação. A programação científica contou com palestras, minicursos e apresentações de trabalhos. O evento é um meio de difusão de pesquisas acadêmicas e científicas nas diversas áreas do conhecimento, e também, dos programas de pós-graduação Stricto Sensu de Mato Grosso do Sul. O tema trabalhado neste ano foi "Luz, Ciência e Vida".
A temática refere-se à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Organização das Nações Unidas – ONU para este ano. Na palestra de abertura, o professor Carlos Antônio Bonamigo falou sobre: “Luz, Ciência e Vida: Possibilidades de Humanização”, que abriu uma discussão em vista do papel que cumpre e a importância que tem a luz, enquanto energia, material, sustentação, transformação, força tanto física quanto para manutenção e desenvolvimento tecnológico.
“Vendo como uma fonte energética esgotável, precisamos repensar novas formas de produção de energia mais sustentáveis, menos poluentes, depender menos de carvão e de combustíveis, que são os entes mais poluidores e tratar em uma dimensão mais sustentável, pensando no futuro, no que a humanidade vai demandar e, ao mesmo tempo, fazer um planejamento estratégico para dar certeza que essa energia não se esgote”, considera o professor.
Outra dimensão tratada por Carlos Bonamigo é em relação às possibilidades de humanização. “No século XXI, nós estamos muito carentes de verdades ou de certezas, vivemos num mundo cada vez mais atravessado por inseguranças de todas as ordens, então é possível se construir a partir da ciência, a partir da luz enquanto conhecimento, colocar o desenvolvimento científico e tecnológico a serviço da humanização”, menciona.
Na visão do professor, a humanidade construiu ao longo dos últimos cinco séculos um paradigma que colocou o desenvolvimento da ciência apenas por uma determinada perspectiva, em torno da ideia de progresso e de desenvolvimento “Coloca-se sempre o desenvolvimento científico e tecnológico a serviço da produção de mercadoria e, sobretudo, para garantir o consumo potencializado por novas necessidades. É preciso pensar em um novo paradigma, para colocar a ciência, a tecnologia e a energia, a serviço da humanidade”, destaca.
Carlos Antônio Bonamigo ressalta que, dentro dessas temáticas, “é necessário vincular uma nova forma de pensar, de fazer pesquisa, de interpretação, de direção para a própria realidade, para que essas duas dimensões estejam a serviço da humanização”.
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