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DOURADOS

Encontro com produtores termina com pedido de audiência sobre conflitos no campo

06 janeiro 2020 - 17h50Por Adriano Moretto

Após passar o dia ouvindo a demanda dos produtores rurais de Dourados e outras cidades de Mato Grosso do Sul, o secretário de assuntos fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, levou para Brasília a sugestão da realização de uma audiência pública para tratar os recentes conflitos no campo no município e Estado.

A informação foi repassada pelo presidente do Sindicato Rural, Lúcio Damália, e ainda não há data específica para ocorrer o encontro, que será agendado por aqui. 

“Os encaminhamentos foram entregues e serão levados a Brasília (DF). Mas essas situações [desocupações ou indenizações] dependem da Justiça. Precisamos administrar isso. Pedimos uma audiência e ele [Nabhan] se mostrou interessado. Vamos esperar o retorno do Congresso para que o debate ocorra e a data seja definida”, contou Damália ao Dourados News

Nabhan esteve nesta segunda-feira (6/1) no Sindicato Rural acompanhado do presidente interino na Funai (Fundação Nacional do Índio), Alcir Amaral Teixeira.

Pela manhã, eles se reuniram com proprietários de terra às margens da Perimetral Norte, onde na sexta-feira (3/1) quatro pessoas ficaram feridas após troca de tiros entre indígenas e seguranças desses locais. 

Logo em seguida, dezenas de fazendeiros aguardavam no salão do Parque de Exposições João Humberto de Carvalho para ouvir explanações do secretário. 

Um sobrevoo com o helicóptero da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foi realizado na região dos confrontos no início da tarde.

Depois, o secretário retornou ao Sindicato Rural para novas reuniões. O encontro terminou por volta de 16h30 com o retorno dele à Capital federal.

Investigação

À imprensa pela manhã, Nabhan disse que os órgãos de segurança pública devem investigar quem são os mandantes dessas ocupações. No entender do secretário, indígenas estão sendo aliciados por pessoas em busca de conflitos. 

“O papel fundamental hoje das forças de segurança pública, principalmente da polícia judiciária, é no sentido de investigar, identificar e qualificar quem são essas pessoas que estão liderando e expondo vidas de índios e de não índios a uma situação de conflito desnecessária”, disse.

 

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