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Em tratamento, Ari Artuzi diz que não tem vontade de voltar para política

17 janeiro 2013 - 15h10

Vanderlei Aguiar do Diário MS



Retornando de Campo Grande onde foi se consultar com um oncologista e afirmando estar bem, o ex-prefeito Ari Artuzi falou da sua decisão de não mais se envolver com política sendo candidato em eleições próximas. Ele reclama da falta de amigos que o abandonaram depois dos episódios em que esteve envlvido e insiste na sua inocência. Demonstrando um fervor religioso incomum ele assegura que “o Deus que eu sirvo, acredito e confio vai me tirar dessa [o câncer]. Saio dessa e de tudo que montaram contra mim”.

Ontem, quando falou por telefone com o DiarioMS, Ari Artuzi havia acabado de retornar de Campo Grande para onde fora dois dias antes consultar-se com o médico oncologista Adalberto Abraão Siufi pela segunda vez desde que foi diagnosticada o câncer. “Fiz uma tomografia, me hospedei na casa de uma amiga advogada, a doutora Raquel e retornei hoje [ontem] a Dourados”, esclareceu.

Artuzi mantém o discurso que sempre usou desde sua prisão e cassação afirmando ser “inocente” e que tudo que foi feito não passou de “uma montagem”. Bem falante, garantiu que “não estou morrendo” e deixou claro que a sua luta contra a doença não vai imPedi-lo de buscar na Justiça a “verdade sobre todas as coisas que montaram contra mim”.

Vez ou outra o ex-prefeito demonstra raiva e indignação. Ele mesmo admite alternar seu humor. “As vezes sinto vontade de tomar soro, me cuidar e em outras não”, disse. Mas, com relação à política ele é enfático: “não tenho vontade de ser candidato”. E acrescenta quase que em tom melancólico: “ganhei muito e perdi muito com a política”. A única coisa que Ari Artuzi cobra com um pouco mais de veemência é que “as pessoas que sabem a verdade precisam deixar de ser covardes e contar tudo”.

Lembra que tem buscado na Justiça esclarecer a situação em que se encontra. Informa ter pedido perícia em vídeos e entrada com uma séria de medidas para provar sua inocência mas sem conseguir sucesso em suas iniciativas. “É da mesma forma que o tratamento que eu faço. Ele é pelo SUS, mas as injeções de R$ 7 mil que tenho que tomar a cada semana, o juiz me negou o direito delas serem pagas pelo Governo”, reclama o ex-prefeito.

Amigos

Mesmo reclamando da ausência de amigos, Artuzi ainda se vê cercado por alguns deles nesta fase da sua vida. As consultas e a parte do tratamento que faz em Campo Grande tem o apoio do advogado João Catarino, conforme informações do próprio ex-prefeito. O médico Adalberto Abrão Siufi, oncologista ligado ao Hospital do Câncer estaria tratando o paciente de forma gratuita. Aqui em Dourados, a médica Viviane Andreatta o atende pelo SUS.

O enfermeiro Edvaldo Moreira, que durante a administração de Artuzi foi secretário de Saúde, vereador e líder de seu governo na Câmara, é quem está aplicando as injeções e o soro de que o ex-prefeito faz uso. Outras pessoas o visitam regularmente e atestam a inconstância em seu estado de saúde.”Anteontem ele estava fraco, não se levantou da cama e reclamava de muita dor”, revelou uma amiga que o visitou.

Artuzi reclamou da Indiferença de médicos e enfermeiro em Dourados. Diz que fica tomando soro por duas horas sem atenção de ninguém. Garante que não quer saber de política, mas insiste em afirmar que vai provar “toda a montagem” feita contra ele.

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