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Dourados teve quase 60 casos de Leishmaniose em dois anos

15 março 2013 - 07h25

Maryuska Pavão

Assim como a Dengue, a Leishmaniose também é uma preocupação da atual administração municipal, que desde 2003 monitora o número de ocorrências em Dourados. Em pouco mais de dois anos, foram registrados 59 casos de animais domésticos infectados com a doença (30 em 2011 e 29 em 2012).

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância e médico veterinário, Eduardo Arteiro Marcondes, o Centro de Controle de Zoonoses de Dourados, está agindo preventivamente conforme as leis sanitárias e realizando o procedimento de sacrifício dos animais contaminados.

“Infelizmente a eutanásia ainda é uma das únicas alternativas, no combate a proliferação do mosquito Flebótomo, que é o responsável pela transmissão da Leishmaniose, e como forma de combater e prevenir é que cumprimos o controle vetorial” afirmou o diretor.

Na quarta-feira (13), em Campo Grande foi realizada uma audiência pública contra a 'Política de Combate à Leishmaniose'. A ação civil pública foi proposta pela ONG (Organização Não Governamental) Abrigo dos Bichos, o qual o médico veterinário doutor em parasitologia e professor de doenças infectocontagiosas, Vitor Márcio Ribeiro, de Minas Gerais, afirmou que o cão tratado não transmite a doença.

Segundo Marcondes, no Brasil ainda não há nenhum tratamento ou “droga” [medicamento], que cure ou combata a leishmaniose e quando transmitida ao ser humano, pode levá-lo a óbito.

“Em 2012, foram registrados dois casos da doença em humanos em Dourados, ambos já foram tratados. Há algumas drogas em teste, mas que não possuem comprovação oficial do Ministério da Saúde, da Vigilância e do Conselho de Medicina Veterinária, por isso a prevenção ainda é a principal ‘remédio’ para o combate ao mosquito transmissor” afirmou.

Dados Nacionais

A expansão da doença em todo o país preocupa. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2000 a 2011, foram registrados mais mortes por leishmaniose visceral do que pela dengue. Nesse período foram registrados 2.609 mortes por leishmaniose, o que é um número alarmante.

Nesses 11 anos, Mato Grosso do Sul registrou 65 mortes por dengue e 194 por leishmaniose.

Transmissão

Medindo de 2 a 3 milímetros, o mosquito Flebótomo é um inseto que se prolifera principalmente em lugares com grande quantidade de lixo e materiais orgânicos.

Se é fácil achar o Aedes aegypti, que deposita suas larvas em lugares com água, a missão é mais complicada no caso do vetor da leishmaniose, cujas larvas podem estar escondidas até na terra, arbusto ou em árvores frutíferas.
Manter o quintal e terrenos baldios limpos, e não depositar lixo em qualquer lugar, é um das principais formas de combater o mosquito.

Cão infectado com a leishmaniose - Foto: Divulgação

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