Atingido por uma tempestade que deixou rastro de destruição na sexta-feira (15), o município de Dourados já havia enfrentado adversidades climáticas semelhantes há um ano.
A exemplo do que ocorreu agora, as intempéries registradas em 26 de outubro e 8 de novembro de 2020 provocaram quedas de árvores, danos em imóveis e interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Todas essas ocorrências foram apuradas pela estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, que monitora o clima no município desde 1979.
Nessa mais recente, às 12h20 de sexta-feira foi emitido alerta de vento forte por causa de rajadas de 41 quilômetros por hora.
O Guia Clima da Embrapa Agropecuária Oeste emite alertas com base na escala de Beaufort, que classifica a força dos ventos em 11 categorias, desde Calmo (inferior a 2 km/h, escala 0) até Tornado (superior a 100 km/h, escala 10).
Em 26 de outubro de 2020, quando choveu 32.2 milímetros durante 2 horas e 40 minutos, Dourados teve rajadas de vento de 46 quilômetros por hora às 7h25.
Na ocasião, o 2º GBM (Grupamento de Bombeiros Militar) informou ter recebido 63 solicitações de atendimento por causa de quedas de árvores em Dourados. (relembre)
Os estragos deixaram pelo menos 22 mil moradores de 65 bairros sem energia elétrica e a soma dos estragos motivou a então prefeita Délia Razuk (sem partido) a expedir o Decreto nº 2.968 de 26 de outubro de 2020, para declarar situação de emergência no município.
Poucos dias depois, em 8 de novembro, o então coordenador da Defesa Civil no município, Ademir Marins, detalhou ao Dourados News 9 milímetros de precipitação pluviométrica e rajadas de vento localizadas, com velocidade estimada de 60 quilômetros por hora.
Balanço divulgado pelos Bombeiros naquela oportunidade apontou 47 solicitações de atendimento por causa de quedas de árvores em Dourados, que provocaram estragos diversos: carros foram atingidos, ruas bloqueadas e a rede de distribuição de energia elétrica sofreu graves danos, ocasionando interrupção do fornecimento em regiões da cidade, segundo a Energisa, empresa concessionária do serviço. Não houve feridos, mas pelo menos quatro casas foram parcialmente destelhadas e uma família desalojada.
Com a mais recente tempestade, ainda na sexta-feira o prefeito Alan Guedes (PP) expediu o Decreto nº 735 de 15 de outubro de 2021 para declarar situação de emergência em decorrência das fortes chuvas que atingem o Município de Dourados.
A exemplo da antecessora, o atual gestor justificou a medida em consequência de diversos danos, assinalando ainda que o “desastre compromete a capacidade de resposta do Município e que há necessidade de restabelecimento da ordem pública”.
A Prefeitura de Dourados anunciou que equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos atuam na limpeza da cidade com apoio de militares do Exército. Assim como em 2020, o município está sem contrato de terceirização do serviço de limpeza pública. A licitação atual, lançada em junho, foi suspensa pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado).
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Temporal provocou quedas de árvores, danos em imóveis e interrupção no fornecimento de energia elétrica - Crédito: Hedio Fazan/Dourados News