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Em 10 anos, compras com cartões derrubam pela metade o uso de cheques no Estado

23 janeiro 2013 - 11h12

Eduarda Rosa

A Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio MS) divulgou nesta terça-feira (22/01) que em 10 anos o uso de cheques caiu pela metade e que 2012 foi o ano em que a utilização atingiu o menor nível, de acordo com a série histórica do Banco Central, isto por conta do crescente uso de cartões de crédito e débito.

O proprietário de uma loja de tintas, Juarez Alves Pereira, confirmou que houve um grande aumento nas vendas com cartão de crédito. “Cerca de 60% das compras feitas aqui na loja são feitas com cartão de crédito, os clientes preferem pela comodidade e praticidade, de não precisar andar com dinheiro, evitando assaltos, podem dividir em várias vezes e receber a conta em casa. E nós comerciantes também optamos, apesar de ter que pagar uma taxa, pois a segurança do recebimento é garantida”, afirma o comerciante.


Apesar de preferirem os cartões de crédito e débito os lojistas também aceitam cheques, mas têm um cuidado especial, “pagamos uma taxa e consultamos o nome da pessoa no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), além de fazer um cadastro”, afirma o proprietário de uma loja de artigos esportivos, Marlon Barbosa.

Mas mesmo fazendo cadastro a dona de uma loja de roupas e calçados, Camila Alexandre, já foi lesada, “mesmo com todos os dados já sofri casos de clonagem de cartão e quando acontece de o cheque voltar é muito difícil encontrar a pessoa”, lembra. É por isso que no ramo em que atua, Camila vende mais no crediário (80%), apenas 2% em cheques e 18% no cartão de crédito. “As vendas com cartão de crédito aumentaram cerca de 50%, apesar da cultura do crediário ainda prevalecer”, conta.

De acordo com a nota oficial da Fecomércio, em 2012 foram 17.448.600 lâminas trocadas, volume 6,6% menor que o de 2011 e que significa a metade de 10 anos atrás. Mas a pesquisa do Banco Central também alerta que o volume dos cheques devolvidos caíram 3% em 2012, contudo o prejuízo foi 11,67% maior, isso porque o valor médio dos cheques sem fundos subiu 20%.

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