Anexados em denúncia do Ministério Público Estadual, e-mails entre as empresas acusadas de fraudar licitações na Câmara de Vereadores de Dourados revelaram que o propósito do esquema era manter o "grupo" Quality com o monopólio dos contratos.
Integrando 34 empresas “concorrentes”, o esquema se mantinha por meio de um conluio entre os empresários envolvidos.
São eles Denis da Maia e Patrícia Guirandelli Albuquerque — da empresa Quality Sistemas —, Karina Alves de Almeida — sócia-proprietária da Plenus Consultoria e Planejamento —, Jaison Coutinho e Franciele Aparecida Vasum — proprietários da empresa Digit@l Informática —, Uglayber Fernandes Farias — da Lxtec Informática Ltda. ME —, Alexandre Zamboni — proprietário da Alexandre Zamboni ME — e Cleiton Gomes Teodoro — da MS Planejamento Contábil a Município Eirelli.
Segundo a denúncia do MPE, no contexto da Operação Cifra Negra, deflagrada no final do ano passado para investigar crime de corrupção na Câmara de Dourados, Patrícia era a encarregada de articular as participações do grupo nos certames públicos da Casa de Leis.
O contato era feito via e-mail para combinar as ações ilícitas que resultariam na fraude das licitações e garantiriam a vencedora já pré-escolhida pelo esquema.
Veja trechos da denúncia que acusam o conluio:




As provas foram colhidas pela Controladoria Geral da União após as operações Telhado de Vidro e Argonautas, deflagradas pela Polícia Federal, e posteriormente encaminhadas ao Ministério Público Estadual.
Conforme noticiado pelo Dourados News, os empresários contaram com o apoio dos vereadores Idenor Machado (PSDB), Pedro Pepa (DEM), Cirilo Ramão (MDB), do ex-vereador Dirceu Longhi (PT) e dos ex-servidores da Casa Amilton Salinas e Alexsandro Oliveira de Souza.
O esquema iniciou em 2010 e só foi encerrado após a deflagração da Operação Cifra Negra, no ano passado.
Os contratos garantiram aos servidores propina de 10 a 15% dos valores contratados, o que resultou em cerca de R$ 800 mil em vantagens ilícitas.
A denúncia mostra também que Denis, Karina e Cleiton são réus em outra ação de investiga ato de improbidade administrativa na cidade de Campinópolis (MT), onde eles teriam se envolvido com fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e inexecução de serviços contratados.


Deixe seu Comentário
Leia Também

PM desocupa estudantes da reitoria da USP

Funcionário de bar é agredido durante briga generalizada no Jardim Tropical

Apocalipse nos Trópicos e O Agente Secreto vencem Prêmios Platinos

Homem é preso após ameaçar companheira com espingarda em fazenda

TV Brasil Play exibe clássicos da filmografia de Rogério Sganzerla

Dourados registra mais de 8 mil notificações de chikungunya e três mortes em investigação

DAC e União ABC abrem semifinal da Seletiva Sub-20 com empate em Dourados

Duas caminhonetes furtadas são recuperadas após fuga na região de Angélica

Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo

Segundo veículo é encontrado batido em Dourados na manhã deste domingo
Mais Lidas

Começa obra que encurtará distância entre Capital e município do interior

Provas de rodeio são canceladas hoje; finais acontecem amanhã

Prefeito é questionado pelo MPMS por viagens a show e também para fora do país
