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Esquema garantia monopólio de “grupo” nas licitações da Câmara, revelam e-mails

14 fevereiro 2019 - 14h05Por Vinicios Araújo

Anexados em denúncia do Ministério Público Estadual, e-mails entre as empresas acusadas de fraudar licitações na Câmara de Vereadores de Dourados revelaram que o propósito do esquema era manter o "grupo" Quality com o monopólio dos contratos. 

Integrando 34 empresas “concorrentes”, o esquema se mantinha por meio de um conluio entre os empresários envolvidos. 

São eles Denis da Maia e Patrícia Guirandelli Albuquerque — da empresa Quality Sistemas —, Karina Alves de Almeida — sócia-proprietária da Plenus Consultoria e Planejamento —, Jaison Coutinho e Franciele Aparecida Vasum — proprietários da empresa Digit@l Informática —, Uglayber Fernandes Farias — da Lxtec Informática Ltda. ME  —, Alexandre Zamboni — proprietário da Alexandre Zamboni ME — e Cleiton Gomes Teodoro — da MS Planejamento Contábil a Município Eirelli. 

Segundo a denúncia do MPE, no contexto da Operação Cifra Negra, deflagrada no final do ano passado para investigar crime de corrupção na Câmara de Dourados, Patrícia era a encarregada de articular as participações do grupo nos certames públicos da Casa de Leis.

O contato era feito via e-mail para combinar as ações ilícitas que resultariam na fraude das licitações e garantiriam a vencedora já pré-escolhida pelo esquema.

Veja trechos da denúncia que acusam o conluio:


As provas foram colhidas pela Controladoria Geral da União após as operações Telhado de Vidro e Argonautas, deflagradas pela Polícia Federal, e posteriormente encaminhadas ao Ministério Público Estadual. 

Conforme noticiado pelo Dourados News, os empresários contaram com o apoio dos vereadores Idenor Machado (PSDB), Pedro Pepa (DEM), Cirilo Ramão (MDB), do ex-vereador Dirceu Longhi (PT) e dos ex-servidores da Casa Amilton Salinas e Alexsandro Oliveira de Souza.

O esquema iniciou em 2010 e só foi encerrado após a deflagração da Operação Cifra Negra, no ano passado. 

Os contratos garantiram aos servidores propina de 10 a 15% dos valores contratados, o que resultou em cerca de R$ 800 mil em vantagens ilícitas. 

A denúncia mostra também que Denis, Karina e Cleiton são réus em outra ação de investiga ato de improbidade administrativa na cidade de Campinópolis (MT), onde eles teriam se envolvido com fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e inexecução de serviços contratados.


             

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