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SURTO

Dourados terá força-tarefa com agentes contratados e apoio militar no combate à chikungunya

03 abril 2026 - 14h40Por Jessica Beatriz

Em sua primeira agenda oficial após assumir o Ministério dos Povos Indígenas, o ministro Eloy Terena esteve nesta sexta-feira (3) junto ao Comitê de Operação Estratégica (COE), em Dourados, para acompanhar as ações emergenciais voltadas às comunidades indígenas, diante do avanço da chikungunya na região.

Durante a visita, o ministro destacou que a ida ao município simboliza o esforço conjunto do governo federal no atendimento às aldeias.

“Estou vindo aqui, juntamente com a presença da Funai e toda essa equipe do governo federal, como minha primeira agenda após tomar posse como ministro, justamente pra demonstrar a importância dessa ação coordenada do governo federal, que envolve vários ministérios, não só o Ministério dos Povos Indígenas, mas outros ministérios como a Saúde, a Defesa, o Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Regional, a Força Nacional do SUS. E a gente está dando essa prioridade a esse atendimento também às comunidades indígenas”, afirmou.

As ações práticas que serão intensificadas nos próximos dias foram detalhadas pelo representante do Ministério da Saúde, Daniel Ramos. Segundo ele, o foco será ampliar tanto a assistência quanto o combate ao mosquito transmissor.

“O Ministério da Saúde está presente no território para intensificar as ações de controle da chikungunya. Obviamente que não só o controle vetorial, mas também o atendimento às pessoas. A assistência é uma das partes importantes, mas a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir essa pressão nos serviços de assistência”, explicou.

Ele também anunciou o reforço de equipes a partir de segunda-feira (6). “A gente vai capacitar 90 pessoas a partir de segunda-feira. Essas pessoas são 50 agentes de combate às endemias que estão sendo contratados de maneira provisória, a princípio mais emergencial. São 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa para combater o mosquito nas regiões de território indígena. E isso vai se unir à Força Nacional que já está aqui no município”, disse.

Representando a Força Nacional, Juliana Lima destacou que o trabalho segue de forma integrada entre diferentes frentes de atuação.

“As ações vão ser, como o ministro bem colocou, ações coordenadas, integradas pelo governo federal. E dentre as ações da saúde, a gente vai estar com outras ações diretamente com a vigilância também, combate ao vetor e assistência direta. A gente tá atendendo nos quatro pontos das duas aldeias, com as equipes trabalhando todos os dias, com o objetivo de antecipar a identificação dos casos graves”, afirmou.

Ela acrescentou que, neste fim de semana, há reforço no atendimento hospitalar. “Nesse final de semana, ainda no Hospital Missão, a gente está com a equipe lá dando um reforço pra equipe local.”

Sobre o cenário atual da doença nas aldeias, Juliana explicou que ainda não há tendência definida.

“O cenário está muito dinâmico, ele vem se mostrando dia a dia com um perfil epidemiológico diferenciado. Então a gente não está conseguindo ainda afirmar se tá tendo diminuição nessa aldeia ou aumento. Diariamente a gente faz o monitoramento, faz o registro por meio de documentos e a gente consegue sinalizar pra vigilância onde é que eles vão priorizar os atendimentos com casos agudos na região”, pontuou.

Outras medidas emergenciais também estão em andamento, incluindo o reforço no combate ao mosquito e ações de conscientização.

“Nós já contratamos emergencialmente 50 agentes de combate às endemias. Vinte vão começar a trabalhar nos próximos dias, 30 serão capacitados. E o Exército colocou a disponibilidade de mais 90 homens também pra sair nas casas dos indígenas pra ver a questão de combater a larva do mosquito, lacrar as caixas d’água e também orientar as comunidades indígenas”, explicou.

Uma das iniciativas destacadas é o envio de alertas bilíngues para ampliar o alcance das informações. “Vocês viram que, de maneira inédita, a Defesa Civil lançou no aplicativo de todas as pessoas uma mensagem em português e em guarani, que é justamente pra gente fazer essa interculturalidade e também alcançar os povos indígenas. Os povos indígenas são munícipes, fazem parte da nossa realidade e a gente precisa olhar isso com mais humanidade”, concluiu.
 

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