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Dourados: Socorro! Tirem o vírus da Demagogia da Vila Cachoeirinha

01 março 2007 - 09h52

Neste momento me vem a seguinte reflexão: “Uma agremiação política, que nasceu nos anos do chumbo, construiu o fortalecimento da democracia Brasileira na década de 80, em pleno século XXI, o governo com o Supremo Mandatário da Nação, lançando o vírus do não sei! não vi! Que por forças ocultas hereditárias, chega à nossa modesta cidade”. Em partes concordo com o senador ACM (PFL-BA). “Onde está as Forças Armadas para depor de suas funções, os homens públicos que cometem o crime da demagogia! E assim estabelecer a ordem política neste cenário. Demagogos devem ser exilados, com seus direitos políticos cassados”, Apenas um sonho! Já acordei.
Caro leitor, não se assuste. Não farei acusações à política douradense, nem a atual legislatura da Câmara Municipal de Dourados. Vou apenas redigir como um simples telespectador, que assistiu de perto a luta dos moradores da região do Grande Cachoeirinha, em constantes protestos, e reivindicações junto ao Poder Executivo Municipal. Toda a batalha por uma única razão: Que a Administração Pública Municipal cumpra as promessas feitas nas Eleições 2004. Para iniciar este romance entre Região do Cachoeirinha e Administração Popular tenho que retratar do nascimento aos dias atuais de nossa querida vila.
A Vila Cachoeirinha, foi criada através da lei municipal, número 1741 de vinte e dois de outubro de 1991, pelo então prefeito municipal Antônio Braz Genelhu Melo (PMDB). No entanto para que fosse iniciado o loteamento em quatro de outubro de 1992, havia algumas restrições jurídicas para o procedimento do projeto: A Fundação da Associação dos Moradores, em doze de dezembro de 1990, através de uma comissão de pioneiros do bairro, como primeiro presidente, Otílio dos Santos, que colaborou na elaboração do projeto, e coordenou a distribuição dos terrenos na época, até a lei oficial reconhecida pelo Município ser editada um ano depois.
Os movimentos da esquerda douradense, em 1993, liderados pelos vereadores Laerte Tetila e João Grandão (PT), se manifestaram contra o loteamento, e reagiram a idéia de Braz Melo. Incentivaram famílias “sem-tetos”, oriundos da fazenda Itamarati, a migrarem para área de risco do fundo do vale, que mais tarde recebeu a denominação de Vila União Douradense. Os terrenos ainda hoje não são escriturados. O ex-prefeito Humberto Teixeira (PRN), viabilizou gratuitamente a escrituração dos imóveis do Cachoeirinha, em 1995. Pobres moradores da União Douradense, doze anos depois a administração do professor Tetila, só construiu novas casas em conjuntos habitacionais financiados pela Caixa Econômica. Observem que apenas 500 famílias foram beneficiadas com o projeto, as prestações são rigidamente pagas mensalmente pelos contemplados. Os demais ficaram no bairro de origem. Tetila incentivou e tapou os buracos do passado, apenas pela metade! Mais um serviço sem planejamento! Foi como fizeram oposição a proposta do Executivo na década de 90. Adorei o artigo do ex-deputado, Roberto Djalma Barros em 2005, sobre o assunto. Confirmamos nossas convicções.
A Vila Cachoeirinha é uma região baixa, onde nos seus 17 anos de existência, e cerca de cinco mil moradores, carece de investimentos em infra-estrutura, que tenham um amplo efeito de planejamento.
Em 2006, mais precisamente no dia oito de dezembro, Dourados foi castigado pelas chuvas, cerca de trinta famílias do bairro, tiveram suas casas inundadas. As águas transbordavam próximo ao córrego Rego d´água. Outro problema. Em função da construção da pavimentação asfáltica, uma via que antes se chamava Barão do Rio Branco, e atualmente, graças ao parque ambiental, tão salientado pelo professor Tetila em seus discursos, ganha a definição de rua Bolivar Loureiro Rocha... as águas não encontram passagens a serem escoadas rumo a BR 463, o asfalto novo é mais alto que as ruas não pavimentadas. Isso e a mais pura falta de planejamento de Tetila e seu Secretariado! Achou pouco? A nova ponte, da via parque, adjacente ao córrego Rego d´água, que dá acesso ao BNH 4º Plano, a tubulação que compõe sua estrutura, muito pequena, não tem condições suficiente, para o escoamento da água que vem desde o centro de Dourados, até as margens da BR 463, em dias de chuvas constantes.
No dia oito por exemplo, as águas em grande volume, passava até por cima da rodovia, comprometendo a segurança da pista. A secretaria de Obras, no qual seu titular Jorge de Lúcia, que hoje graças a Deus se livrou das más companhias, e está na Capital ao lado de nosso novo Governador, coitado...Tapando os buracos deixados pelo antecessor.
O de Lúcia ainda tentou, atender aos requerimentos de nossa Associação de Bairro, solicitando um auxílio do DENIT-Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte, viabilizando a construção de novos bueiros, bocas-de-lobo, junto as margens da pavimentação, no parque ambiental, e próximo à BR 463. Por conta da falta de atuação da Câmara, o problema até agora não foi solucionado. Por sinal isso é papel de nossos vereadores, que devem interceder por nossa região com mais autonomia, excluindo de suas funções serem apenas marionetes do chefe do Executivo. .
Foi assim que nossa Associação de Moradores, tendo à frente, José Emílio Pigari, e demais líderes comunitários, com o apoio do deputado estadual Ari Artuzi (PMDB), cumprimos calendário de protestos, contando com a parceria de outras associações de bairro: Jardim Itália, e Vila Erondina I e II. Tudo se iniciou no dia vinte de dezembro de 2006, onde Dourados completou 71 anos de emancipação política. Na ocasião contamos com a inauguração do Parque Ambiental, presença do então governador Zeca do PT, na programação de inaugurações de obras, em função do aniversário da cidade. No entanto o cerimonial da Prefeitura Municipal, com a ciência dos protestos, e da insatisfação dos moradores, imediatamente cancelou o evento.
No dia nove de janeiro de 2007, quarta-feira as oito horas, um novo ato público. Desta vez em frente a sede da Prefeitura Municipal. Nossa Associação de moradores reuniu centenas pessoas, munidas de faixas e cartazes, a Imprensa Douradense em peso, transmitiu o grito dos manifestantes. Um acontecimento que por sinal histórica em nosso bairro, ganhando repercussão em todo estado de Mato Grosso do Sul.
Na ocasião o Prefeito Tetila, encarregou o inspetor Manoel Capilé, (grande profissional, Comandante da Guarda Municipal), como interlocutor das negociações. Uma comissão formada por cinco moradores, estes líderes comunitários, com o presidente da Associação dos Moradores, famoso Zé Bicicleteiro, foram até ao gabinete do chefe do Executivo Municipal, onde segundo Tetila, “foi firmado um compromisso de luta”. Todos os pedidos que devem ser executados à curto prazo, foram documentados e protocolados, por nossa Associação de bairro. Assim, um prazo de trinta dias foi estabelecido, para execução dos serviços de cascalhamento e patrolamento de ruas intransitáveis, limpeza do córrego do fundo do vale. Lembramos que no local as 500 famílias que se encontravam em áreas ambientais de risco, foram removidas para o conjunto habitacional Estrela Porã, e Ivatê I e II. Ganharam casas novas com o financiamento da Caixa Econômica Federal, através do programa Habitar Brasil Bid, junto ao Ministério das Cidades. Nada foi doado pela Prefeitura de Dourados, os moradores, pagam as prestações mensalmente do imóvel.
Outra questão polêmica e a pavimentação asfáltica em toda a Vila Cachoeirinha, que segundo secretários Municipais do alto escalão, serão recursos articulados junto a esfera Federal. Na audiência contamos com a presença do vereador Tenente Pedro, vice-prefeito Albino Mendes. Demagogia: Mesmo com tantas testemunhas foi apenas promessa! Até agora nada foi cumprido. Só o dinheiro destinado a publicidade da Prefeitura, que deveria ser revertido a outros investimentos, na área social por exemplo, foram gastos na vinculação da enquête, “Tetila vai encaminhar Pedidos dos Moradores”.
Pura manipulação para com nossos formadores de opinião. Cadê a audiência que seria realizada na Capital, junto ao governador eleito com mais de 64% dos votos só em Dourados. Estes são os números da conseqüência! Sim a omissão da atual gestão. Será que o André vai receber o professor que implantou a cobrança do passe-livre, aos estudantes?
Só promessa, nada de ação. Dia vinte e três, quatro engenheiros da Sanesul, estiveram no bairro fazendo um levantamento, quanto a rede de esgoto, a fim de elaborar um estudo de interesse do Município, mas com qual objetivo? Não sabemos!
Não podemos olhar somente o lado negativo das articulações. Conseguimos o apoio do novo presidente da Câmara Municipal de Dourados, Carlinhos Cantor, vereadores Paulo Henrique Bambu e Eduardo Marcondes. Onde nossa Associação de bairro, teve uma audiência, na sede da casa no dia primeiro de fevereiro, onde foi comunicado os protestos, e ganhamos total apoio de diversos parlamentares.
A seguir, no dia dois de fevereiro, tivemos uma audiência com o secretário Municipal de Governo, Wilson Biasotto, com a presença novamente do presidente da Câmara Municipal, Carlinhos Cantor, e dos vereadores Edson Lima, Paulo Henrique Bambu. Foram firmados diversos compromissos de enviar vinte homens da equipe de limpeza, numa operação no córrego do fundo do vale, isso no dia seguinte!
Em março, as máquinas, que se encontram nos distritos recuperando as estradas rurais para escoamento da safra, estarão operando no bairro, fazendo serviços a curto prazo. O asfalto, foi novamente afirmado que será articulado junto à esfera Federal, havendo de ser incluído ainda no orçamento geral do município para 2007. Biasotto, apostamos todas as fichas em você!!
Sucessivamente no dia seis de fevereiro de 2007 às dezenove horas, Um novo protesto dos moradores da vila Cachoeirinha, foi realizado na primeira sessão ordinária do ano, na Câmara de Vereadores. Na ocasião, cobramos um projeto dos nossos parlamentares, para que nossa região, seja contemplada na destinação dos recursos no valor de R$ 19 milhões , fruto de emenda coletiva dos deputados federais Geraldo Resende, Murilo Zauith, e do famoso João Grandão.
Em primeira instância nossa reivindicação foi positiva. No dia seguinte, nossa Associação de Moradores, recebeu a visita do presidente da Câmara Municipal, Carlinhos Cantor, acompanhado de dois engenheiros enviados pelo diretor da Sanesul, José Carlos Barbosa, que desde já agradecemos vossa atenção. Estes fizeram uma vistoria na rede de esgoto, e nos mais diversos pontos críticos da Região do Cachoeirinha. Foi documentado e emitido imagens das áreas de risco, e todo este material, será incluído na elaboração de um projeto, tendo como item principal, a readequação da rede de esgoto, que se encontra no fundo das residências, causando dificuldades aos moradores e poder público, em sua manutenção em dias de chuva. Haverá a construção de uma nova rede, à frente dos imóveis e anexa a drenagem feita em 1997, na administração do ex-prefeito Braz Melo (PMDB). O Projeto é semelhante ao executado em 2005, na rede de esgoto do bairro Cohab II. Vejam lá que maravilha! Nas próximas semanas o documento será entregue na Capital, em busca de recursos à Brasília-DF, junto ao deputado federal Vander Lobet (PT-MS).
Outra ação parlamentar, foi a denúncia feita pelo vereador Eduardo Marcondes (PMDB), que protocolou uma notícia-crime contra a Sanesul, no Ministério Público Estadual (MPE) e no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais não Renováveis (IBAMA), no último dia seis de fevereiro, denunciando a eventual prática de crime contra o meio ambiente, por parte da empresa, e da tubulação que ladeia o córrego Rego d´agua, jogando dejetos diretamente nos águas do mesmo. Ainda o vereador Marcondes, que é suplente de senador, estará levando no próximo dia oito de março, uma lista de reivindicações dos moradores do Cachoeirinha, que será entregue em audiência em Brasília-DF, junto ao senador Valter Pereira (PMDB-MS), a fim de viabilizar maiores recursos destinados na readequação da rede de esgoto.
Meus amigos, é fundamental ressaltarmos o apoio que tivemos da Imprensa Douradense nesta caminhada. Nos ajudando a mostrar para nossa região, que a vila Cachoeirinha, não é apenas o bairro que se destaca nas estatísticas dos orgãos de segurança pública, como um dos mais violentos da cidade. E sim, que possui pessoas dotadas de cultura, e uma sensibilidade, até fora do comum! Militando apenas em função de uma melhor qualidade de vida, reivindicando o que é seu de direito, como o atendimento junto aos serviços públicos, pois pagamos mais de R$ 7,00 de taxa de iluminação pública, além de um IPTU abusivo. Em breve ganharemos um presente do professor Tetila: A taxa de coleta seletiva do lixo. Pouco é revertido em prestação de serviços publicos.
Prefeitura de Dourados, graças a uma Associação de bairro fortalecida, o Município vai usar todos os recursos do orçamento 2007! com campanhas publicitárias. Novos protestos estão programados para todo o ano. O Executivo, está à frente de pessoas que possuem conhecimento de causa. Não adianta uma publicidade falsa financiados com dinheiro do povo afirmando que existe um investimento de R$ 12 milhões, em infra-estrutura no bairro. Entre os mais citados no discursos do Prefeito, está o CEIM "Jeny Ferreira Milan", inaugurado em 1994, na administração do ex- prefeito Humberto Teixeira (PRN). A esquerda douradense não colocou um tijolo na obra. O Programa Coletivos de Qualificação para o Trabalho, foi articulado em 2002, ano eleitoral, e menos de três meses, desativado sua sede, com a reeleição do governador Zeca do PT. Os investimentos e obras no Cachoeirinha existem, no entanto são relativos e com restrições. Já disse prefeito, o senhor não está a par de tudo que acontece em sua administração, o vírus do não sei! Não vi, será que virou moda. Deve se livrar das más companhias...Ou chamar o Ari, para transição.
Quanto a atual legislatura da Câmara Municipal...vereadores, manifestem-se! está faltando bem pouco, só mais um protesto, para ganhar efeito a nível de Estado, que “A Câmara de Dourados está assistindo à pior legislatura já vista por nossa região nos últimos anos", claro com suas exceções.
Agradecemos em especial ao deputado estadual Ari Artuzi (PMDB), que na sessão ordinária na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, último dia vinte e dois de fevereiro, apresentou à Associação dos Moradores da Vila Cachoeirinha e Canaã VI, uma Moção de Congratulações, parabenizando-nos pelo protesto do dia nove de janeiro do corrente ano, em frente a sede do Executivo.
Ao vice-governador Murilo Zauith (PFL), que no protesto em frente a prefeitura Municipal, dia nove de janeiro do corrente ano, nos enviou sua assessoria auxiliando a fim de evitar sórdidos transtornos jurídicos...Acreditam? teve vereador, presente neste ato, que teve a maior "cara de pau", de perguntar aos nossos moradores: “quais os líderes que organizaram o protesto?” Objetivando processar via calúnia e difamação...tudo por causa de uma única faixa que dizia, "...prefeito telila....e demais vereadores, cumpram as promessas de campanha, chega de demagogia".
Gradualmente nossas articulações chegará aos seus objetivos, e que as eleições 2008, possa lhes conceder a resposta que merecem.
E viva a melhor legislatura já vista pelos pobres Douradenses.
Desculpe meu desabafo.


Luciano da Conceição Amorim
*Acadêmico 3º ano de Letras/Inglês UEMS, 2º ano de Geografia/Licenciatura UFGD. e-mail: eroneyamorim@yahoo.com.br

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