“Dourados saiu daquele ostracismo da política”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino José Ferreira, sobre a presença de representantes da cidade em cargos de liderança no Governo do Estado, e abertura para “sentar na mesa e discutir” as pautas do setor produtivo.
“Sempre tinham pessoas que participavam do Governo, mas hoje as coisas evoluíram muito, até mesmo pelo governador [Eduardo Riedel] ser um ‘cara’ muito técnico. Ele deu espaço para que as pessoas realmente não fossem só eleitoralmente ajudar, mas ajudassem na administração também, participassem da administração com autonomia. Então, hoje nós temos aí essas pessoas que tem voz ativa dentro do Governo e isso é muito importante”, complementou.
As afirmações foram feitas pelo presidente do Sindicato ao Dourados News, após visita em Campo Grande a José Carlos Barbosa, o ‘Barbosinha’, que assumiu o cargo de governador em exercício de Mato Grosso do Sul em 29 de dezembro de 2025 e continua até 19 de janeiro.
Gino disse preferir não destacar exemplos de quais ações foram feitas em prol do setor produtivo pela gestão, dizendo apenas que foi “muita coisa” e que poderia deixar de fora algum segmento. “Todas as nossas demandas são resolvidas ou atendidas ou discutidas, então todas as demandas que a gente leva, a gente senta na mesa e discute”, explica.
Barbosinha e Riedel não confirmaram publicamente, pelo menos até o momento, que disputarão as eleições deste ano com foco em permanecerem ambos nos cargos. Mas, nos bastidores, lideranças já se movimentam.
“Esse ano, um ano eleitoral, nós temos que trabalhar arduamente para que essa dupla governador e vice-governador, continue para os próximos quatro anos”, afirma Gino, citando ainda a atuação no executivo estadual do douradense Walter Carneiro Junior, chefe da Casa Civil, e de Rogério Thomitão Beretta, secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
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Para além do Governo do Estado, Gino diz que esteve com o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni, também para falar de eleições. “As entidades de classe têm que discutir política também, porque tudo passa pela política”, disse. “Nós vamos ter reuniões a partir de fevereiro, para que a gente possa fazer compromisso com os nossos deputados federais, com nossos senadores, para que a gente possa ver as nossas demandas atendidas”, pontua.
Para ele, o principal gargalo hoje do agronegócio no Estado é a questão fundiária, relacionada ao conflito de terras entre produtores rurais e indígenas. “O Marcelo Bertoni tem feito um grande trabalho em Brasília para que a gente coloque um fim em tudo isso e resolva os problemas de uma vez por todas, para que a gente possa ter paz no campo e trabalhe tranquilo”, disse.
A pauta, segundo o líder sindical, será debatida com candidatos, para que os produtores busquem “apoiar pessoas que tem comprometimento com o agronegócio de um modo geral”, finalizou.
ELEIÇÕES 2026
O primeiro turno das eleições gerais de 2026, está marcado para o dia 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente da república, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Se for necessário segundo turno para os cargos do executivo, será em 25 do mesmo mês.
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Presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino José Ferreira, em reunião com José Carlos Barbosa, o Barbosinha, governador em exercício de MS - Crédito: Divulgação/Sindicato Rural