O município de Dourados divulgou neste sábado, 11 de abril, um novo informe epidemiológico sobre a situação da chikungunya na cidade e nas aldeias indígenas. O boletim reúne dados consolidados até a Semana Epidemiológica 10, a partir do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinam), além de registros posteriores do sistema municipal ArboNotifica.
O levantamento aponta 4.837 notificações de chikungunya no município. Desse total, 3.509 casos são considerados prováveis, 1.576 foram confirmados, 664 descartados e 2.597 permanecem em investigação. A taxa de positividade registrada é de 70,4%, enquanto a taxa de ataque é de 1,3%, indicando alta circulação do vírus na população.
O boletim também ressalta que a curva epidemiológica cresceu de forma contínua até a Semana Epidemiológica 12, quando foi observado o pico recente de notificações. Nas semanas 13 e 14, houve aparente redução, mas o documento alerta que essa queda pode estar relacionada ao atraso na consolidação dos dados e à sobrecarga dos serviços de saúde, além do fato de que as informações mais recentes ainda estão em processamento.
No recorte por unidades de saúde, a maior parte das notificações foi registrada na UBS Bororó I – Ireno Isnard, com 990 casos, seguida pela UBS Jóquei Clube – Antônio da Costa Carvalho, com 566 notificações. Também aparecem com números expressivos a UBS Seleta – Bianor Alves da Silva, com 381 registros, e a UBS Parque do Lago II – Dr. Nelson Rodolfo Kozoroski, com 203 casos, evidenciando a disseminação da doença em diferentes regiões do município, incluindo áreas urbanas e comunidades indígenas.
A rede hospitalar também segue sob pressão, com registros de internações por suspeita ou confirmação de chikungunya em diferentes unidades. Foram contabilizados 4 atendimentos no Hospital Porta da Esperança, 16 no Hospital Universitário da UFGD (HU-UFGD), 5 no Hospital Cassems Dourados, 8 no Hospital Regional de Dourados, 1 no Hospital Unimed Dourados, 1 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie Dourados.
O boletim confirma ainda seis óbitos por chikungunya no município, com vítimas entre um mês e 73 anos de idade. Além disso, dois óbitos seguem em investigação para confirmar ou descartar a relação com a doença. Os casos em análise são de um menino indígena de 12 anos, com óbito em 03 de abril de 2026, e de uma menina parda de 10 anos, que faleceu em 07 de abril de 2026, ambos sem comorbidades relatadas.
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