Dourados não deve ter canteiro de obras na fase de construção da Nova Ferroeste e nem polo de cargas depois de finalizado o ramal ferroviário de 3.252 quilômetros de extensão entre o município de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, até o Porto de Paranaguá, no Paraná.
Esses dados constam no Relatório de Impacto Ambiental do empreendimento Ampliação e Revitalização da Estrada de Ferro Paraná Oeste, EF 277, Corredor Oeste de Exportação, a Nova Ferroeste, realizado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e já aprovado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Clique aqui para conferir!
O documento informa que serão instalados oito canteiros de obras para possibilitar uma melhor logística para recebimento dos materiais necessários à obra de implantação da ferrovia. Eles devem ficar próximos aos cruzamentos entre os eixos ferroviário e rodoviário.
Em território sul-mato-grossense, apenas o município de Amambai é mencionado. Em território Paranaense, terão canteiros de obras os municípios de Guaíra, Cascavel, Guarapuava, Porto Amazonas (nomeado no EVTEA-J como Balsa Nova devido a zona de tráfego), São José dos Pinhais, Paranaguá e Santa Terezinha de Itaipu (nomeado no EVTEA-J como Foz do Iguaçu devido a zona de tráfego).
“Ao final das obras, os canteiros serão desmobilizados, de acordo com o cronograma proposto, e serão feitas as readequações de pavimentação e/ou paisagismo nos locais de implantação de cada um dos canteiros, acompanhando as indicações previstas em projeto executivo e nas licenças ambientais vigentes”, detalha o relatório.

Já em relação aos terminais ferroviários, ou polo de carga, dos nove previstos no empreendimento, Mato Grosso do Sul vai dispor de um em Amambai e outro em Maracaju, maior produtor estadual de soja e milho.
Trata-se de um pátio com transbordo que também serão implantados no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Santa Terezinha de Itapu (denominado pelo EVTEA-J como Foz do Iguaçu), Guarapuava, Porto Amazonas (denominado pelo EVTEA-J como Balsa Nova), São José dos Pinhais (denominado pelo EVTEA-J como Curitiba) e Paranaguá, onde fica o porto que é principal porta de exportações do agronegócio brasileiro.
Sem detalhar os trechos, o relatório de impacto ambiental da Nova Ferroeste aponta ainda que estão previstos 24 viadutos, dos quais 13 novos e 11 existentes. “Serão implantados nos cruzamentos de rodovias federais/estaduais e o traçado geométrico da ferrovia, dando preferência para a intervenção na rodovia que é considerada uma obra com maior viabilidade econômica quando comparada com a implantação de um viaduto ferroviário”, descreve o documento.
Em Dourados, o traçado prevê que os trilhos atravessem trecho da BR-463 na região sudoeste.
Para transpor fluxos aquáticos, o projeto da Nova Ferroeste prevê 137 pontes em Mato Grosso do Sul e no Paraná, com extensão total de 58.072,25 metros. Em relação aos principais cursos d’água interceptados pelo traçado, os rios Dourados, Amambai e Iguatemi ficam em território sul-mato-grossense.
No Estado, a ferrovia deve passar por oito municípios, Dourados, Maracaju, Itaporã, Caarapó, Amambai, Iguatemi, Eldorado e Mundo Novo.
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Ferrovia deve ligar Maracaju, maior produtor de grãos de Mato Grosso do Sul, até Paranaguá, no Paraná, onde está o porto que mais exporta a produção do agronegócio brasileiro - Crédito: Alessandro Vieira/SEDEST