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Dourados já fechou 13 agências bancárias

18 março 2004 - 16h49

O presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e região, Joacir Rodrigues, denunciou na Tribuna da Câmara durante sessão ordinária realizada na noite de terça-feira, que em 10 anos 13 agências bancárias foram fechadas em Dourados, pro-vocando a demissão de 381 funcionários.Joacir Rodrigues também denunciou que os bancos estão formando um monopólio, aumentando a sua capacidade financeira, que em 2002 obtiveram um lucro líquido de 73% a mais em comparação ao ano anterior e, enquanto isso, o povo é massacrado com demissões, exploração dos trabalhadores e taxas e mais taxas de juros.Ele ainda solicitou apoio à Câmara para que reforce a fiscalização em torno de uma lei criada pelo próprio Legislativo, a Lei das Filas, que proíbe o cliente ficar mais que 15 minutos na fila. “De 800 mil bancários em todo o Brasil, hoje somos apenas 400 mil. Enquanto isso, somos obrigados enfrentar filas”.O vereador Elias Ishy (PT), que também é bancário, ratificou as denúncias de Joacir e lembrou que em Dourados existiam 20 agências bancárias e hoje são apenas sete. Segundo ele, ainda existe a compra do Banco Sudaméris pela ABN Real, que pode provocar o fechamento de mais uma agência e a demissão de 17 bancários.O professor e vereador Walter Hora (PPS) complementou dizendo que além das demissões em massa e a demorada espera em fila, “é um absurdo o lucro líquido dos bancos em detrimento a sociedade. Logo teremos a extinção da categoria ban-cário, e ainda vamos depender de máquinas”.O jornalista, professor e vereador Ribeiro Arce (PT) lembrou que a formação desse monopólio pelos bancos prejudica não só os bancários, mas a sociedade de uma forma em geral. Segundo ele, os bancos só visam lucros e nada de social”.Para o professor e vereador Paulo Falcão (PSDB), há 15 anos as agências bancárias chegaram a ter até 30 caixas atendendo, e hoje os clientes têm de ficar horas na fila para ser atendido por uma máquina eletrônica, e ainda ter de pagar exorbitantes taxas para ser atendido pela agência.O presidente da Câmara, engenheiro florestal e vereador José Carlos Cimatti (P-FL), manifestou preocupação com a situação e ratificou apoio à categoria, dizendo que o Legislativo está solidário e vai encampar a luta dos bancários em torno de uma sociedade mais justa. Segundo ele, a Câmara nunca foi omissa e não será desta vez que os vereadores ficarão de braços cruzados. “Também estamos nesta luta, e vamos buscar meios e medidas, e entrar na luta para amenizar a situação”.

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