O diretor do Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) Adézio Marques, afirmou na segunda-feira à noite que Dourados é o futuro do setor sucroenergético. “As indústrias vão para onde está o desenvolvimento e o foco é Dourados daqui para frente”, disse ao participar do lançamento do Projeto Polo de Serviços do Setor Sucroenergético de Dourados e Região, segunda-feira à noite, no centro de eventos da Unigran.
Na avaliação de Adézio, o prefeito Murilo Zauith está no caminho certo ao criar o projeto. “As indústrias de Sertãozinho virão para cá, abrir filiais aqui. Vamos investir no futuro do Brasil, que é a região Dourados”, afirmou Adézio.
Segundo ele, a região de Sertãozinho, o maior centro industrial de produção e manutenção de indústrias do setor sucroenergético do Brasil, está saturada e com pouco espaço para crescer.
Então o caminho natural, segundo Adézio, será Dourados, que é o centro de uma área onde funcionam atualmente 15 usinas de grande porte.
PROJETO HISTÓRICO
Adézio parabenizou o prefeito Murilo pela iniciativa. “Hoje não é comum ver prefeito sair de sua cidade pra ir buscar desenvolvimento; por isso quero parabenizá-lo, Murilo, pela iniciativa”, disse ele. “Quero parabenizar Dourados por ter o prefeito que tem”.
Já o prefeito de Dourados afirmou que o projeto sucroenergético é histórico para Mato Grosso do Sul. “Vou mostrar que aqui é o melhor lugar para se investir”, afirmou Murilo, que no início de setembro se reúne com um grupo de pelo menos cem empresários em Sertãozinho, durante a 19ª Fenasucro. Ele vai mostrar o projeto e as potencialidades de Dourados.
Murilo também falou do Canasul e da feira do setor sucroenergético, que neste ano acontece em Dourados, no mês de outubro. “Vamos mostrar produtos e tecnologia, mostrar que podemos fazer mais por Mato Grosso do Sul e por Dourados”, disse o prefeito.
COMBUSTÍVEL DO FUTURO
O presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de MS) Roberto Hollanda Filho ressaltou a importância do setor sucroenergético, dizendo que o etanol já representa 50% da matriz energética do Brasil e que, no futuro, deverá substituir a gasolina devido ao apelo ambiental. “É uma matriz limpa. Os Estados Unidos já estão substituindo o combustível fóssil pelo etanol”.
A secretária estadual de Desenvolvimento Agrário, Produção, da Indústria, Comércio e Turismo Tereza Cristina Corrêa da Costa disse que o setor sucroenergético foi muito importante para romper o binômio boi-soja. Por isso, segundo ela, é muito importante a vinda das indústrias fornecedores de manutenção e serviços para o Estado para agregar valor ao setor. “E Dourados é o polo; é aqui que tem que ser. É só olhar o mapa”, afirmou a secretária.
CONFIANÇA
O secretário municipal de Indústria e Comércio de Sertãozinho (SP) Marcelo Pelegrini também esteve em Dourados para participar do lançamento. Ele destacou a forma como Dourados está desenvolvendo o projeto, tratando o assunto como cadeia produtiva. “Vocês estão pensando porteira pra dentro e porteira pra fora”, ressaltou. “Lá [Sertãozinho] deu certo; aqui vocês começam a trabalhar certo e vai dar certo”, afirmou Marcelo. Ele falou ainda da importância de se fazer a qualificação da mão-de-obra.
O prefeito Murilo Zauith informou que a prefeitura já está qualificando a mão-de-obra, através do programa Qualifica Dourados. Disse ainda que o investidor terá todos os incentivos do Estado e da prefeitura para investir no setor. A secretária Tereza Cristina confirmou que o Estado dará os incentivos.
PARCERIA
Já o presidente do Ceise Adézio Marques anunciou a possibilidade de a entidade, que tem uma universidade corporativa, fazer uma parceria com uma universidade local para qualificar mão-de-obra para o setor sucroenergético.
Também participou do talkshow, que fez parte do lançamento do projeto, o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) Eduardo Riedel. Ele ressaltou que os produtores rurais hoje já têm entendido a importância do setor e os benefícios que podem trazer para o Estado e estão entrando no negócio. Até então, a maioria das lavoras de cana-de-açúcar é das próprias usinas. “Hoje o negócio da cana é profissional, sabe-se que não é uma aventura”, afirmou.
Participaram do lançamento do projeto várias autoridades políticas e empresariais, empresários e gerente de bancos. Técnicos e reitores de universidades também estavam presentes.
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