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Dourados é citada como mau exemplo de TV por assinatura

12 agosto 2009 - 14h07

A pirataria e a gratuidade de conteúdos na Internet foi tema recorrente do primeiro dia do encontro das Associações Brasileiras de TV por Assinatura - ABTA 2009, evento que acontece entre os dias 11 e 13 de agosto,

em São Paulo e Dourados foi citada como um dos maus exemplos em se tratando de pirataria de TV por assinatura, ao lado de Rondonópolis (MT), Foz do Iguaçu/PR e Cascavel/PR.
Antônio Salles, diretor de tecnologia da Viacabo e diretor do Seta, afirmou que as operações nessas cidades já não conseguem mais trazer novos assinantes, por conta da concorrência com o serviço ilegal, se referindo aos receptores comprados na maioria das vezes no Paraguai depois de instalados dão acesso gratuito à mais de 100 canais que deveriam ser disponibilizados somente para assinantes de TV à cabo.
Segundo ele, ainda não há um levantamento do prejuízo que o comércio dos “chupa-cabras”, como são conhecidos os receptores, que custam entre R$ 600 e R$ 800, acarretam ao setor. "Ainda não sabemos como combater essa pirataria, uma vez que a caixa, em si, não é ilegal", disse Salles. Alguns operadores pequenos do Paraná e Minas Gerais estimam que mais de 60 mil caixas AZBox entraram ilegalmente no Brasil.
Segundo o advogado especializado em direito da comunicação Marcos Bitelli, a caixa não é vendida com o algoritmo para quebrar a criptografia da Telefônica, por isso não é considerada ilegal. O algoritmo geralmente é enviado posteriormente pelos vendedores que fornecem o produto, através de e-mails difíceis de serem rastreados.
Os “chupa-cabras” 
O AZBox (chupa-cabras) é um equipamento de recepção por satélite que vem sendo vendido em sites e lojas de eletrônicos e que, uma vez que equipado com algoritmos de encriptação disponíveis na Internet, é capaz de receber os canais do DTH da Telefônica. Segundo a operadora, representada na abertura por Leila Loria, diretora geral da TVA, parceira da Telefônica, o assunto trata-se de um problema técnico, jurídico e policial a ser resolvido com o fornecedor do sistema de acesso condicional, a Nagravision. "A Telefônica não comprou o sistema de controle de um desconhecido, foi do maior fornecedor mundial", disse Leila Loria, ressaltando que a empresa já está adotando contramedidas, e lembrou que esse é um problema que já foi enfrentado no Brasil pela DirecTV por duas vezes.
Investimento lucrativo e proibido 
Quem investe nos aparelhos geralmente gasta entre R$ 600 e R$800 sendo que a mensalidade de algumas TVs por assinatura com menos canais que os “chupa-cabras” chegam a custar R$ 229 por mês, enquanto os receptores dão direito à assistir os canais de graça após o investimento único
Em Dourados, fora o problema das TV’s por assinatura via satélite, há ainda o problema da falta de alcance das TVs à cabo, pois somente regiões centrais e “nobres” da cidade possuem o serviço, o que abre brechas para que o douradense vá até o Paraguai, compre e instale o aparelho nos locais onde não chegam as TV’s por assinatura.
Enquanto o sinal não é cortado, as pessoas continuam usando os “chupa-cabras”. Informações de usuários dão conta que há casos em que o sinal é interrompido e por e-mail chegam atualizações de senhas para retomada do sinal.
Um problema nacional 
O problema afeta todo o setor. O presidente da Sky, Luis Eduardo Baptista, afirmou que houve queda de 28% nas vendas da operadora na Região Sul. A saída seria trocar os smartcards (cartões internos dos receptores) de todos os assinantes. Os operadores também lembraram que a pirataria é um problema sério em regiões de favelas das grandes cidades e mesmo operações de TV a cabo clandestinas que funcionam com base em receptores de DTH de diversas operadoras.
Os programadores também acham preocupante que seus sinais estejam sendo furtados por meio de caixas piratas, lembra Alberto Pecegueiro, diretor geral da Globosat. "Confiamos que os operadores estão se esforçando para encontrar soluções. É uma briga de gato e rato, em que o rato deu uma escapada, mas vamos pegá-lo".
Perguntado porque não interrompia o fornecimento do sinal, Pecegueiro lembrou que a relação com o operador é de parceria e confiança e que, "depois de ter tanto tempo para ter a TVA/Telefônica como cliente, não achamos que seja esse o caso", mas ressaltou que esse é um problema que afeta toda a indústria e todos os programadores. Ele lembrou ainda que a Telefônica tem uma dificuldade adicional, que é o fato de ter um headend localizado no Peru, o que leva as decisões para um nível pan-americano, e não apenas nacional.

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