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Dourados deve ficar fora da rota do alcooduto MS/PR

24 março 2008 - 06h35

O alcooduto que levará a produção de álcool de Mato Grosso do Sul ao porto de Paranaguá partirá de Campo Grande, passará por Bataguassú, atravessará o extremo oeste de São Paulo e entrará no Paraná, passando por Maringá e Londrina.
O governador André Puccinelli (PMDB), o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, assinaram na sexta-feira o protocolo de intenções para o estudo da viabilidade técnica do duto.
Apesar do estudo, é praticamente certo que o traçado, antecipado pelo governador no inicio do ano passado, seja mantido. Com isso, a região de Dourados, que concentrará a maioria das usinas do Estado, ficará fora da rota do duto.
Se todos os projetos apresentados na Seprotur (Secretaria de Produção e Turismo) forem implantados, MS terá 84 usinas de álcool e açúcar até 2011. Destas, 45 (mais da metade) estarão na região centralizada por Dourados.
O duto deve passar por fora dessa região. Os produtores terão de transportar o álcool produzido na região em caminhões até Campo Grande, encarecendo o custo de produção e congestionando a já complicada BR-163.
O Diário MS já havia alertado que Dourados iria ficar fora da rota do alcooduto na edição do dia 24 de setembro do ano passado. Na reportagem, o economista Carlos Alberto Vitoratti, professor da Uniderp/Anhanguera e sócio da C & G Consultoria, considerou o fato um desastre para a região.
O alcoolduto deverá ter 920 quilômetros de extensão. A expectativa é de que esteja pronto até 2010. Até lá, Mato Grosso do Sul deve estar produzindo 2,5 milhões de metros cúbicos de álcool por ano, podendo chegar a 6 milhões em 2015.
Segundo matéria divulgada pela assessoria do Governo do Estado, a “preocupação é que as usinas sejam instaladas estrategicamente na rota do alcoolduto”. Com isso, é possível que muitos projetos que ainda estão em estudos na região de Dourados acabem sendo transferidos para a região de Campo Grande e Bataguassú. O próprio Puccinelli disse que as usinas de álcool e açúcar estão se implantando de maneira estratégica, o mais próximo possível da região onde será o alcoolduto.
De acordo com a Petrobras, os estudos deverão estar prontos dentro de 90 dias. Os estudos servirão para verificar a competitividade, volume de captura e capacidade do alcoolduto.
Na reunião de sexta-feira, em Foz do Iguaçu, foi formado um Grupo de Trabalho para o estudo. MS participará através da Secretaria de Obras e da MS Gás, o Paraná por meio da Secretaria de Indústria, Comercio e Assuntos do Mercosul, da Copel, da Compagas e da Administração dos Portos de Paranaguá. Fazem parte, ainda, a Associação dos Produtores de Álcool do Paraná e o Sindicato dos Produtores de Álcool de MS.
O governador André Puccinelli afirmou ter certeza de que MS será capaz de atender as exigências de produção de etanol, feitas apela Petrobrás para a implantação do alcoolduto. “Em 2009 a 2010 estaremos produzindo, pelo menos 2,5 bilhões de litros de álcool o que, em 2015 deverá chegar a 6 bilhões”.
Já o governador Roberto Requião, do Paraná, entende que a implantação do alcoolduto conta com simpatia da Associação dos Produtores de Álcool do Paraná, do Sindicato dos Produtores de Álcool de Mato Grosso do Sul além de inúmeros grupos privados.
O presidente Lula Lula defendeu investimentos como o do alcooduto para tornar o produto brasileiro mais competitivo. Além do alcooduto Campo Grande-Paranaguá, o governo federal pretende construir um outro ligando o Mato Grosso a São Paulo. Juntos vão gerar 10 mil empregos. O custo das duas obras será de cerca de R$ 2 bilhões.
O presidente afirmou que o Brasil produz hoje quatro vezes mais de álcool que há 30 anos. “Nos transformamos em craques”, disse. “O nosso projeto do álcool é excepcional por poder planejar o futuro”. O presidente disse ainda que o mundo vai ter de se curvar aos biocombustíveis em pouco tempo. Com o aumento da produção, segundo ele, a tendência do produto é de ficar mais barato.
O Paraná é o maior beneficiado com o alcooduto. No ano passado, o governador Roberto Requião inaugurou o primeiro terminal público de etanol no Porto de Paranaguá, por onde as exportações podem bater na casa de 1 bilhão de litros de etanol até o final do ano.
O terminal possui sete tanques com capacidade de armazenamento de 35 milhões de litros e conseguirá descarregar todo o álcool armazenado para o navio e recarregar os tanques em 48 horas, o que significa que 15 navios de 35 milhões de litros cada podem ser carregados por mês em Paranaguá.
A idéia é fazer com que o duto seja aproveitado para levar combustível, como gasolina, do Paraná para o Mato Grosso do Sul. Por isso o governo federal pretende investir R$ 4 bilhões na ampliação e modernização da Refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, por onde passará o duto.
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