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ECONOMIA

Douradenses cortam gastos com roupa e lazer por conta da crise

26 outubro 2015 - 09h35

Economizar tem sido a palavra presente no cotidiano de muitos com a crise neste ano pelo fato de os preços em geral não pararem de subir. A alta da inflação alcançou 9.5% em setembro, maior índice desde 2003 e tem “pesado” no bolso da população. Levantamento recente realizado pela Hello Research, agência especializada em pesquisa de mercado aponta que em geral, alguns custos foram deixados de lado e que a população tem cortado em especial gastos com lazer e vestuário por conta dessa situação. Os itens tem sido colocados em segundo plano por 41.6% e 33.3% dos entrevistados respectivamente.

Diante disso o Dourados News foi as ruas e constatou conversando com as pessoas, que a população tem tido bastante cuidado antes de fazer contas.

Para o auxiliar de logística, Sandro de Souza, 25 a medida adotada foi a economia com itens como roupas e sapatos. Ele conta que esse tipo de gasto acabou virando “luxo” já que os itens básicos subiram muito e não podem faltar.

“Antes eu comprava roupa e calçado com mais frequência, agora tem que ‘bater’ o que tem, os preços subiram demais, só gasta bem com isso quem pode, não só isso subiu, mas tudo. Eu seguro desse lado para poder arcar com mercado, luz, combustível e não ficar devendo”, disse.

O aposentado Reginaldo de Oliveira, 56, “cortou” as viagens que costumava realizar junto a família também por conta das altas dos preços. Ele cita que com o aumento do combustível e de serviços o lazer ficou mais difícil e que no momento não tem previsão de retomar os passeios que eram constantes pelo Estado.

“A cada dois ou três meses eu ia com a família para Jardim ou para Bonito, lugares com natureza agradável para descansar e agora há tempos não vamos e não sei quando iremos de novo já que está pesado para manter. A gasolina subiu absurdamente e os hotéis, restaurantes também. Está tudo mais caro por conta da inflação, então no momento o jeito é ficar em casa”, destacou.

Opinião dos comerciantes

Para a gerente de uma loja de roupas, Tania Bittencourt, apesar da afirmação dos douradenses de quem tem deixado de comprar roupas para arcar com outros gastos, as vendas continuam como no ano anterior. Ela cita que esse fator não é o ideal mas é melhor do que "cair em vendas" e conta que tenta buscar novas maneiras para atrair o consumidor e voltar a crescer.

"Estamos nos mantendo, vejo que muitos não conseguiram o mesmo, mas temos trazido mercadorias mais em conta e com qualidade para continuar agradando o consumidor. O correto seria estarmos crescendo,o que não tem acontecido, mas vamos nos empenhar para isso", destacou.

Já a sócio proprietária de um restaurante na cidade, Márcia Pedroso, acredita que em seu estabelecimento o movimento teve queda de cerca de 40% nos últimos 40 dias, porém, espera que com a chegada do final do ano em que as pessoas tem recebimento do 13° salário isso melhore.

Ela cita que a crise tem incentivado esse fator, mas que acredita que com a greve da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) isso tem sido mais notável já que o movimento de pessoas na cidade caiu, o que deve mudar nos próximos dias com o anúncio o término do movimento.

“Tanto as altas quanto o menor movimento no geral da cidade com essa paralisação vejo que influenciam. Espero que nos próximos meses as coisas melhorem dentro da perspectiva que pensamos o que tem acontecido é que as pessoas tem tido receio de gastos como comer fora por conta dos preços que só sobem”, disse.

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