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DOURADOS

Dois fenômenos climáticos causam estragos em raio de 3,5 km no mesmo mês

29 janeiro 2020 - 11h01Por Wender Carbonari

Tempestades rápidas com fortes ventos foram registradas no primeiro dia do ano e na última segunda-feira (27) em Dourados. No caso mais recente, fachadas de estabelecimentos comerciais ficaram destruídas e árvores caíram derrubando portão e obstruindo ruas na região do Canaã III, Jardim Colibri e Terra Roxa.  Os bairros foram atingidos por um princípio de tornado. 

Já no dia 1 de janeiro, rajadas de ventos destelharam casas no bairro Green Ville, na região sul do perímetro urbano da cidade.  A distância entre os dois locais onde foram notificados os rápidos temporais é de apenas 3,5 quilômetros. 

Os dois casos apresentam semelhanças como a duração das tempestades acompanhadas de rajadas de ventos. Foram chuvas de poucos milímetros que caíram em um curto espaço de tempo, mas que causaram estragos e assustaram moradores. No Green Ville, uma criança foi atingida por um tijolo e no Canaã III no início da semana um homem teve ferimentos na cabeça provocados pela queda de uma telha. 

TORNADOS

O rápido temporal que atingiu os bairros de Dourados na segunda-feira (27) pode ser classificado como uma “supercélula de alta precipitação”, ou de um princípio de tornado. Segundo o caçador de tempestades, Maycon Zanata, de 28 anos, apenas 1% deste tipo de supercélula evolui para um tornado. 

Este tipo de supercélula pode acontecer em qualquer lugar do mundo, mas dependem do encontro de situações climáticas específicas para sua formação e são mais comuns em regiões de grandes planícies. 

A diferença principal das supercélulas para ventanias comuns está na direção das rajadas, como explica o estudioso. “Enquanto as ventanias comuns possuem ventos direcionais, ou seja, que se movem em uma única direção, as supercélulas criam rotação. Essa rotação na base da nuvem quando ganha força e começa a formar uma espécie de funil de vento. Por este motivo, a parte de baixo começa a sugar objetos que estiverem no chão”, explicou Zanata ao Dourados News

CHUVA

Apesar da alta incidência desse tipo de fenômeno no município, a chuva acumulada para o mês de janeiro ainda não ultrapassou a média de 163mm esperada para este período. Até o dia 28 de janeiro choveu 151,2 em Dourados, de acordo com dados do Guia Clima, plataforma de monitoramento climático da Embrapa Agropecuária Oeste. 

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