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RIO BRILHANTE

Dívida de FGTS deixa sem salários funcionários de hospital

23 novembro 2015 - 15h05

Os 106 funcionários do Hospital e Maternidade de Rio Brilhante, administrado por uma associação beneficente, estão sem receber o salário do mês de outubro por conta de uma dívida antiga do local com os funcionários. O hospital deixou de depositar, no passado, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de 12 funcionários que ainda estão na ativa e recorreram para receber.

Na manhã desta segunda-feira (23), a equipe de enfermagem se reuniu com o prefeito da cidade, Sidney Foroni, com o presidente da associação, Humberto Araújo e ainda o presidente do sindicato dos enfermeiros, Lázaro Santana, buscando uma solução.

“Infelizmente não são apenas os enfermeiros, mas os demais funcionários ainda não receberam o salário do mês de outubro. São 13 dias e atraso por conta de uma ação judicial que bloqueou a conta do hospital. Na manhã de hoje nos reunimos com os representantes buscando uma solução, já que a prefeitura repassa um montante para o hospital, para que esse dinheiro fosse repassado para pagar os funcionários”, contou Santana.

O Dourados News entrou em contato com o Presidente da Associação- Hospital e Maternidade de Rio Brilhante, Humberto Araújo, buscando detalhes sobre os motivos da dívida e também o não pagamento dos salários dos funcionários.

Ele conta que o hospital assim como os demais do país é uma associação beneficente e conta com recursos repassados pelas administrações municipal, estadual e federal. Como os funcionários entraram na justiça para receber o FGTS de 17 anos atrás, o hospital teve a conta bloqueada.

“Infelizmente com a dívida e a ação de 12 funcionários que estão reivindicando o valor desde 1994, a conta do hospital foi bloqueada pela justiça, com isso não foi possível realizar o pagamento. Havia na conta R$ 93 mil que serviu para quitar a dívida de metade deles. Os seis que ainda restam nós negociamos com eles (entre os advogados das duas partes), para que fosse parcelado e então resolver esse problema que é de outras administrações”, disse Humberto.

O local tem capacidade para 42 leitos, com três centro cirúrgicos. Segundo Araújo, o hospital faz em média 2 mil atendimentos diversos por mês. Ele é responsável por atender a população da cidade e ainda assentamentos da região de Rio Brilhante e ainda funcionários de três usinas, mesmo com o atraso os funcionários continuam trabalhando.

“Nossa demanda é muito grande, atendemos três usinas, 12 assentamentos e ainda o município e em nenhum momento os funcionários falaram em parar as atividades, apenas querem receber e estão no direito deles”, comentou Humberto.

Questionado o porquê não foi depositado o FGTS aos funcionários, Araújo, conta que acredita que seja por rivalidade política, ou por dificuldades financeiras na época. Segundo ele o hospital recebe aproximadamente R$ 450 mil de convênios da prefeitura, governo federal entre outros, no entanto as despesas somam R$ 510 mil.

“Não gostaria de acreditar nisso, mas pode ser por rivalidade política já que na cidade tem dois grupos fortes que estão sempre atuando contrários um ao outro, ou por questões financeiras, sei como é difícil administrar, busca recursos para suprir a demanda e as necessidades do hospital. Hoje recebemos R$ 450 mil de convênios entre o município e também governo federais e estaduais, mas a nossa despesa é de R$ 510 mil, então sempre fica um saldo negativo de R$ 60 mil que tenho que buscar recursos, então essa pode ser um dos motivos que levaram ao não pagamento”, explicou o presidente.

Solução

Por volta de 13h30 desta segunda, será feita uma reunião na promotoria da cidade, entre o prefeito Sidney Foroni, Humberto para e então buscar uma solução, para pagar os funcionários, já que o valor está disponível na conta da prefeitura, porém se repassado para a conta do hospital pode ser bloqueado.

“O prefeito me disse que o valor que o município repassa para o hospital já está na conta da prefeitura, então vamos buscar uma forma de pagar os funcionários com ele dentro da lei, caso contrário vamos ter que esperar a homologação do acordo que realizamos com os funcionários, e assim a conta do hospital ser liberada e então pagar os funcionários”, explicou.

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